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10/Set/2020

Potencial de queda dos preços do milho neste mês

Segundo o Itaú BBA, após a forte valorização na Bolsa de Chicago e no mercado doméstico em agosto, o milho pode ter preços mais baixos em setembro. No Brasil, o início do período de chuvas pode levar produtores a negociar paulatinamente a produção não vendida, em virtude de parte dos estoques estar armazenada a céu aberto. Os preços de exportação continuarão em níveis altos por causa do dólar valorizado ante o Real, mas a demanda interna pode puxar os valores para baixo. Já há sinais de enfraquecimento das margens (de lucro) da produção de frango de corte e postura, setores responsáveis por 55% do uso do grão domesticamente, o que também pode impactar as cotações do milho.

No mercado internacional, as recentes altas na Bolsa de Chicago já parecem refletir um cenário de perda elevada de produtividade nos Estados Unidos. O contrato futuro do primeiro vencimento encerrou a última sexta-feira (04/09) com alta de 10% ante o início de agosto, sustentados, em boa medida, por temores sobre os prejuízos decorrentes do clima mais quente e seco no cinturão de grãos dos Estados Unidos e relacionados à tempestade de vento, especialmente no Estado de Iowa. Além disso, o volume de milho contratado ao fim de agosto para exportação na próxima safra chegava a 15,7 milhões de toneladas, conforme o banco, ante 6 milhões de toneladas em igual período do ano passado. Para que novas altas ocorram, as precipitações em setembro, período que parte significativa da lavoura está em maturação, terão de ser inferiores às médias dos últimos anos.

Apesar de ser esperada alguma perda do potencial de produção nos Estados Unidos, o balanço local ainda deverá ser confortável, com níveis de estoques projetados entre os maiores da história, mesmo com expectativa de aumento de uso do grão. Chama a atenção o fato de fundos terem saído de uma posição líquida de 170 mil contratos vendidos no começo de agosto para 18,6 mil comprados no último relatório do CFTC. Caso o cenário macroeconômico piore, pode ser que tais players voltem a vender milho no mercado e, portanto, pressionem as cotações. Fonte: Agência Estado. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.