07/Fev/2020
A comercialização de milho está mais aquecida. Há registro de negócios onde a colheita da safra verão (1ª safra 2019/2020) avança. Em Mato Grosso do Sul, apesar de cotações estáveis e boa quantidade de grão estocado, o mercado segue travado porque produtor aguarda preços mais atraentes. Na região de Campo Grande, a comercialização está perdendo ritmo, mesmo com a estabilidade dos preços. Os compradores do mercado interno indicam R$ 42,00 por saca de 60 Kg, para entrega imediata e pagamento em 30 dias. Os produtores não negociam porque consideram os preços pouco atrativos. De qualquer forma, as cotações devem começar a cair com a entrada da safra de milho da safra de verão (1ª safra 2019/2020) da Região Sul, que desloca a demanda. Quanto à negociação antecipada da 2ª safra de 2020, os compradores indicam R$ 33,00 por saca de 60 Kg, para retirada em agosto e pagamento em 30 dias. Os produtores preferem aguardar início do plantio, entre o fim de fevereiro e início de março, para voltar a comercializar.
No Rio Grande do Sul, os compradores aproveitam a baixa dos preços para garantir o cereal, enquanto os vendedores começam a liberar armazéns para a colheita de soja, que deve começar em abril. Assim, as negociações avançam com o recuo das cotações. Na região de Santa Rosa, há registro de negócios a R$ 48,00 por saca de 60 Kg FOB, para retirada imediata e pagamento em 30 dias. na região de Vacaria, há registro de negócios a R$ 49,00 por saca de 60 Kg FOB, para entrega em março e pagamento em abril. Os compradores de médio porte atuam de forma agressiva no mercado para garantir o cereal, já que com a perspectiva de quebra na safra do Estado as cotações devem subir ainda mais à medida em que a colheita avança e as perdas são contabilizadas. A exportação aquecida e a maior demanda da Região Centro-Oeste pelo grão de Santa Catarina e do Paraná, Estados que também abastecem o Rio Grande do Sul, provocam temor entre compradores de que a oferta não seja suficiente para suprir o consumo. A intensificação no ritmo de venda também ocorre porque os produtores começam a se preparar para a colheita de soja, que tem início em abril, e precisam desocupar os armazéns.