14/Ago/2019
Os futuros de milho fecharam em queda expressiva nesta terça-feira (13/08) na Bolsa de Chicago. Fundos de investimento continuaram liquidando posições compradas após as projeções baixistas divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na segunda-feira (12/08). O vencimento dezembro do grão caiu 16,25 cents (4,14%) e fechou a US$ 3,76 por bushel. O USDA reduziu sua estimativa de área plantada, que era bastante aguardada, mas o número ficou bem acima do esperado. A área passou para 36,42 milhões de hectares agora, de 37,11 milhões de hectares no relatório de junho. A estimativa anterior era considerada pelo mercado como exageradamente alta, já que chuvas e alagamentos atrapalharam o plantio em muitas áreas do Meio Oeste. O dado mostra que os agricultores continuaram plantando milho em junho apesar das condições climáticas adversas, tendo como incentivo a perspectiva de pagamentos do governo.
A queda dos contratos futuros de milho na Bolsa de Chicago pressiona os preços do cereal no Brasil e afasta os vendedores do mercado. A partir de agora no Brasil, as cotações devem ser influenciadas negativamente, uma vez que o produto nacional tende a ser precificado próximo da paridade de exportação, diante da grande oferta doméstica. Neste cenário, a taxa de câmbio será ainda mais relevante para a formação do preço pago ao produtor. Em Mato Grosso do Sul, na região de Dourados, os compradores domésticos optam por manter suas indicações de compra na faixa de R$ 29,00 por saca de 60 Kg FOB, para embarque em agosto e pagamento em setembro. No Porto de Paranaguá (PR), a indicação está entre R$ 37,30 e R$ 37,50 por saca de 60 Kg CIF, o equivalente a R$ 27,00 por saca de 60 Kg FOB em Dourados (descontado o preço do frete), para embarque em agosto e pagamento em setembro. No Paraná, na região oeste, os compradores estão afastados do mercado devido à incerteza sobre o frete futuro provocada pelo tabelamento.