21/Jun/2019
A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) vinha projetando exportação de 30 milhões de toneladas de milho, mas acredita que o volume embarcado pelo Brasil pode chegar entre 31 milhões e 32 milhões de toneladas. No caso do milho, haveria oferta suficiente no País para exportar mais, mas a questão é para onde esse cereal seria destinado. Nos mercados que o Brasil tem que avançar no milho, ele tem concorrência muito forte dos Estados Unidos. Os principais destinos seriam Irã e Vietnã.
Mesmo com os problemas de plantio nos Estados Unidos, pode haver oferta norte-americana suficiente para exportação, pois o país ficou com um estoque no ano passado. Por mais que sofram perdas tanto na soja quanto no milho, os Estados Unidos têm produção suficiente para atender à demanda normal. Não sobra tanto espaço para o Brasil aumentar a sua participação internacional no milho. Com os investimentos feitos nos portos brasileiros nos últimos anos, o País teria capacidade para exportar até 102 milhões de toneladas de soja e milho. Entre os fatores que podem influenciar as exportações de soja e milho neste ano estão a continuidade da guerra comercial, a discussão sobre a tabela do frete e o real impacto da peste suína africana na China.
É destaque o efeito negativo do aumento das recuperações judiciais de produtores rurais para a negociação da próxima safra. É uma situação que traz muita insegurança para as tradings na forma que elas trabalham o financiamento e a compra antecipada de volumes. Isso vai impactar principalmente a próxima safra de soja. Tradings vão ter muito mais cautela na hora de oferecer crédito aos produtores. Fonte: Agência Estado. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.