10/Jun/2019
Com o fim do prazo de plantio para fins de seguro em diversos Estados do Meio Oeste dos Estados Unidos, os produtores de milho da região agora precisam decidir como prosseguir com o seguro agrícola. Uma opção seria aceitar o pagamento pleno por plantio impedido, que é calculado com base no rendimento histórico do produtor (geralmente nos últimos quatro a dez anos anteriores), um preço base (a média do contrato dezembro de milho ou do novembro de soja durante o mês de fevereiro ou outubro, o que for maior) e o nível de cobertura (que costuma ser de 80%, quanto maior o pagamento do produtor ao seguro, maior o nível de cobertura). Entretanto, caso o produtor escolha essa opção, ele não poderá plantar outra safra para colheita até novembro e terá que controlar as pragas em suas terras. A maioria dos produtores de milho, caso opte pelo pagamento pleno, receberia entre US$ 250,00 e US$ 300,00 por acre.
Para a soja, o pagamento médio seria menor, também porque o gasto até o momento provavelmente não foi tão alto quanto o de quem produz milho. Uma segunda possibilidade seria aceitar o pagamento parcial pelo plantio impedido. Nesse caso, o produtor receberia 35% do pagamento pleno, mas poderia plantar outra safra, quem costuma produzir milho poderia plantar soja, por exemplo, até o fim do período de plantio, que é cerca de 25 dias após o fim do prazo para fins de seguro. Entretanto, caso o produtor escolha essa opção, ele terá um rendimento de 60% do valor aplicado ao seu histórico no seguro, o que reduz as garantias para os anos seguintes. O agricultor pode, também, escolher plantar uma safra diferente. Em geral, a transferência costuma ser do milho para a soja e transferir a cobertura do seguro para essa safra.
Como este ano há uma área maior em que ainda não se aplicaram fertilizantes, o que facilita a migração de culturas, essa pode ser uma opção interessante. A última opção seria ele plantar milho mesmo depois do prazo final de plantio para fins de seguro. Nesse caso, o benefício é calculado da mesma forma que o do pagamento pleno, porém o pagamento é reduzido a cada dia de atraso do plantio. Se o plantio foi feito após 25 de junho, ele recebe 60% da receita garantida. Entretanto, o plantio tardio pode reduzir rendimentos, o que também contribui negativamente para o histórico nos anos seguintes. Os produtores podem escolher essa opção porque o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) havia afirmado que, para receber o pagamento de assistência disponibilizado pelo governo por causa da disputa comercial com a China, o produtor precisa plantar alguma safra. Entretanto, nesta segunda-feira o USDA afirmou que pode mudar de ideia quanto a isso.
Se for o caso, a área não plantada e a quantidade de agricultores recebendo o pagamento pleno por plantio impedido pode aumentar. Muitos produtores estão cansados de lutar contra a lama e estão prontos para receber o plantio impedido se souberem que receberão a assistência. Nesse caso, pode haver ver um forte aumento no número de acres com plantio impedido para milho e, possivelmente, para a soja também. A maior parte dos produtores do Meio Oeste precisa se decidir até o dia 25 de junho. O nível de chuvas recebidas na região entre abril e maio, especialmente em maio, teve volume de 200% a 300% acima do normal nesse período. Até as áreas que não receberam chuvas muito acima da média tiveram um fluxo tão contínuo de chuvas regulares que o solo nunca secava e deixava produtores fora do campo. Entre março e maio deste ano, em algumas áreas, os níveis de chuva foram os mais altos já registrados para o período. Os registros começaram há 127 anos. Fonte: Agência Estado. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.