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26/Aug/2024

Fertilizantes: projetos reduzirão dependência externa

O Brasil tem ao menos seis projetos em desenvolvimento para reduzir a dependência externa de fertilizantes, entre iniciativas públicas e privadas. O País é o maior importador do mundo de adubos, e seu consumo interno é quase 90% atendido por produtos comprados do exterior. Um levantamento da Sindicato Nacional das Indústrias de Matérias-Primas para Fertilizantes (Sinprifert) mostra que o País conta com 25 complexos para produção de adubos, considerando nitrogenados, potássicos e fosfatados.

Este complexo não é suficiente para atender as necessidades do agronegócio nacional, quarto maior do mundo. O Brasil comprou do exterior 86% dos fertilizantes que consumiu em 2023. Foram 39,4 milhões de toneladas importadas, frente a uma produção interna de 6,8 milhões (sendo que uma pequena parcela é exportada). O Sinprifert destacou projeto da Potássio do Brasil em Autazes, município do Amazonas. A iniciativa tem capacidade para suprir entre 20% e 25% do consumo nacional de fertilizantes potássicos.

Os adubos potássicos são os mais consumidos no Brasil (39%), à frente dos fosfóricos (32%) e dos nitrogenados (29%). A dependência externa chega a 97% no caso dos potássicos, com quase metade deste montante importado de Rússia e Belarus (Bielorrússia). Para os fosfóricos, o destaque é o projeto da Galvani em Santa Quitéria, no Ceará. Na jazida em questão, fosfato e urânio são encontrados de forma associada. Há um consórcio firmado entre a empresa privada e a Indústrias Nucleares do Brasil (INB), que tem o monopólio do urânio e da energia nuclear do País.

No caso dos nitrogenados, os principais movimentos para elevar a produção nacional partem da Petrobras. Desde o início do governo Lula, os investimentos em fertilizantes voltaram a fazer parte do portfólio da companhia. O foco atual da Petrobras será retomar a produção em unidade em Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul. A empresa ainda procura solucionar pendências em ativos na Região Nordeste do País, para as fábricas de fertilizantes em Camaçari (BA) e Laranjeiras (SE), que estão arrendadas para a Unigel. Projetos em desenvolvimento no Brasil:

- Autazes (AM): Potássio do Brasil (potássicos)

- Santa Quitéria (CE): Fosfor/Galvani (fosfatados)

- Três Lagoas (MS): Petrobras (nitrogenados)

- Tiros (MG): Mineração Morro Verde (potássicos)

- Uberaba (MG): Atlas Agro (nitrogenados)

- Lavras do Sul (RS): Águia Fertilizantes (fosfatados)

Na avaliação da indústria e do governo federal, este cenário deixa o País vulnerável a choques externos. Um exemplo recente é a guerra entre Rússia e Ucrânia, que impactou preço mundo afora e levou insegurança ao agronegócio brasileiro. Em 2022, o governo federa lançou um plano nacional de fertilizantes. Os cálculos indicaram que o País precisaria elevar sua produção em cinco vezes até 2050 para reduzir sua dependência externa a 50%. Fonte: CNN. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.