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31/Jul/2024

Portos: SC investe para atender demandas do Agro

Os terminais portuários privados de Santa Catarina estão recebendo investimentos em reforço de estruturas e ampliação de capacidade. As empresas justificam os aportes na necessidade de se adequar a uma demanda cada vez maior do mercado por operações mais eficientes e competitivas para seus clientes. A Portonave, dona de um Terminal de Uso Privado (TUP) em Navegantes, está investindo R$ 1 bilhão na adequação do cais, que tem dois berços de atracação. A intenção é aprofundar o calado do canal de navegação para 17 metros, abrindo a possibilidade, no longo prazo, de receber navios de contêiner com até 400 metros de comprimento. É preciso criar e crescer nesta infraestrutura, porque o mercado demanda. Os investimentos são constantes.

O Terminal de Uso Privado de Navegantes está localizado no complexo do Rio Itajaí-Açu, onde, na margem oposta, localiza-se o Porto de Itajaí. A obra é feita em duas etapas, alternando entre os berços de atracação. Até a conclusão do projeto, a Portonave seguirá com apenas um berço operante na área. A estrutura consegue atender esse mercado de refrigerados e congelados. A câmara frigorífica nos dá uma boa condição de competitividade, mas é possível atender a todo tipo de carga. Em outra região portuária de Santa Catarina, a Porto Itapoá também está se reforçando. A empresa tem projetos em andamento para ampliação de área e aquisição de equipamentos para carga e descarga de contêineres.

A expansão de áreas ainda não tem o projeto definido. Mas, a expectativa é de que venha a dobrar a capacidade em dez anos, de 2 milhões para 4 milhões de TEUs (unidade que representa um contêiner de 20 pés). A empresa aprovou recentemente um plano de aumento do número de tomadas, dos atuais 3 mil para 4,08 mil. É nesses pontos que ficam os contêineres refrigerados, usados, principalmente para a exportação de carnes de Santa Catarina e de outras regiões do Brasil. É um mercado que urge por capacidade de venda internacional. A relevância do agro é grande, principalmente na exportação. Tem a proteína como carro-chefe, mas estão sendo desenvolvidos novos fluxos. Fonte: Globo Rural. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.