18/Jul/2024
Segundo a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), a indústria química brasileira atingiu em maio 58% de nível de utilização da capacidade instalada, menor número da série histórica iniciada em 1990. Os dados do relatório de acompanhamento conjuntural (RAC) da entidade mostram que o resultado do mês ficou 7% abaixo do apurado no mesmo período do ano anterior (65%) e 4% menor ante abril (62%). O baixo nível de utilização da capacidade instalada reflete a realização de paradas de manutenção em fábricas no País. Contudo, algumas empresas acenam para a hibernação de unidades, decorrente do baixo nível de eficiência operacional em conjunto com maiores custos de produção e aumento do nível de intensidade de emissões de CO2, que ocorre quando as unidades precisam operar com produção reduzida.
Nesse nível de operação não há atratividade para manter a produção atual e tampouco atrair novos investimentos para o setor. A produção de produtos químicos de uso industrial recuou 7,77% em maio na comparação com o mês imediatamente anterior. As vendas internas, por sua vez, retraíram 0,76% em igual intervalo de comparação e o consumo aparente nacional (CAN), medido pela importação menos exportação, recuou 3,5%. O nível de penetração das importações monitoradas pelo relatório de acompanhamento conjuntural foi de 48% em maio, número que vem se elevando ano a ano ao longo da série histórica. Em 1990, o indicador era de 7%.
A balança comercial dos produtos químicos registrou um déficit de US$ 44,21 bilhões no acumulado dos últimos 12 meses até maio, número inverso à balança comercial brasileira, que registrou um superávit de US$ 100,2 bilhões. Há um grave processo de desindustrialização no País. Para enfrentar o cenário de forte entrada de produtos químicos no País, a Abiquim ingressou em março com pleitos de elevação da Tarifa Externa Comum (TEC) pedindo a inclusão de 65 produtos na Lista de Elevações Transitórias. Segundo a entidade, há um nível predatório de entrada de produtos estrangeiros no País, o que levou o setor a defender a solução como uma alternativa emergencial e temporária até o desenvolvimento de caminhos estruturais necessários para aumentar a competitividade da indústria química. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.