ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

24/Nov/2022

Embrapa inaugura laboratório de bioinsumos em GO

Foi inaugurado na terça-feira (22/11) o Laboratório Multiusuário para Pesquisa e Desenvolvimento de Bioinsumos (BioFabLab). O BioFabLab é um benefício construído na Fazenda Capivara, sede da Embrapa Arroz e Feijão em Santo Antônio de Goiás (GO), por meio de um Termo de Execução Decentralizada (TED) no valor de R$ 390 mil, concedido pelo Ministério da Agricultura (Mapa). A SoluBio entrou como parceira oferecendo, em regime de comodato, o Biorreator, equipamento onde se processam as reações biológicas. A estrutura física do laboratório permite o escalonamento do processo de produção e desenvolvimento de insumos biológicos, podendo produzir desde pequenos volumes (100 ml) em frascos agitados, até volumes maiores (5 L) em biorreator de bancada ou em grande escala (220 L).

Os resultados alcançados serão dedicados a projetos de pesquisa da Embrapa e seus parceiros. Entretanto, esse trabalho deverá aumentar a velocidade da chegada desses novos produtos até o agricultor. A biofábrica destina-se a apoiar o desenvolvimento de soluções biotecnológicas, tornando-se num ambiente para co-desenvolvimento de bioinsumos para a agricultura sustentável. A área de bioinsumos possui futuro promissor para a agricultura nacional, permitindo aliar maior produtividade com sustentabilidade ambiental. Além disso, é um setor da atividade agropecuária com previsão de crescimento nos próximos anos. Nesse sentido, o BioFabLab integra essa perspectiva dentro da Embrapa.

Contar com um laboratório dessa natureza, com a capacidade de escalonar e trazer as soluções no patamar tecnológico elevado, que possa ser transferido para o setor produtivo colocar no mercado vai ser fundamental. A Embrapa como um todo está avançando em todas as Unidades para ter estruturas e formar redes de pesquisadores com competências técnicas, para que seja possível crescer cada vez mais nesse setor. Não é a Embrapa como produtor final do bioinsumo, mas, sim, a Embrapa como parceiro do setor produtivo que vai levar essas tecnologias para o agro, para os produtores rurais. No início, trabalhar na área de bioinsumos era algo subvalorizado e até desconsiderado. Hoje, as pesquisas de controle biológico e os bioinsumos estão sendo vistos como uma solução verdadeira para a agricultura.

O apoio do Ministério da Agricultura é fundamental para ter regras e legislações que cubram e legitimem todas as etapas que precisam ser cumpridas. Goiás criou o programa estadual de Bioinsumos, um projeto que completa a ideia de levar informação para o agricultor, para que seja possível tern uma agricultura sustentável no País, sendo um exemplo para todo o mundo. O BioFabLab vai fazer parte de uma rede de iniciativas integradas entre instituições de pesquisa e de desenvolvimento em Goiás (o estado possui também um programa de bioinsumos com unidades de referência e de transferência de tecnologia distribuídas pelo território goiano). O BioFabLab é apenas um primeiro passo para uma série de outras ações que já vêm acontecendo no Estado.

O laboratório, apesar de não possuir uma estrutura grande, tem potencial enorme e que pode ajudar a reduzir a dependência de insumos importados, de agroquímicos e de fertilizantes. Isso vai representar redução de custo, maior benefício para agricultura e para a segurança alimentar. O secretário de Agricultura de Goiás relatou que, além de sancionar uma lei de fomento aos bioinsumos, o Estado buscou reunir vários atores, envolvendo institutos federais, universidades, centros de treinamento, setor privado e fundações de fomento à pesquisa, dentre outros. Essa atenção foi buscada para conceber a melhor estratégia para gerar e levar a tecnologia ao produtor rural.

Os bioinsumos quebram paradigmas. Há 20 anos, a tecnologia era apenas uma história e o produtor não a usava porque “não funcionava”. Entretanto, não havia ainda a união de vários agentes que pudessem convergir para apontar resultados mais promissores sobre como desenvolver e aplicar os bioinsumos. Hoje, contudo, um maior entendimento da tecnologia vem sendo alcançado, por meio de iniciativas em parceria, apoiadas pelo Estado. Fonte: Ministério da Agricultura. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.