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05/Nov/2026

Fertilizantes: venda interna deve recuar em 2026

Segundo o Rabobank, as entregas de fertilizantes no Brasil devem recuar 9,4% em 2026, para 44,4 milhões de toneladas, ante 49 milhões de toneladas em 2025. Ao mesmo tempo, o atraso nas importações de nitrogenados acende um alerta para o abastecimento da 2ª safra de milho e de outras culturas com plantio ou adubação a partir de janeiro de 2027. As importações brasileiras de nitrogênio, considerando ureia e sulfato de amônio, estão atrasadas em relação a 2025. A expectativa é de que o País encerre 2026 com volumes menores de compras externas desses produtos, o que pode dificultar a disponibilidade de fertilizantes no início de 2027. Além da 2ª safra de milho, a preocupação envolve o plantio da cana-de-açúcar de ciclo de 18 meses. Parte do atraso está relacionada à disparada dos preços dos fertilizantes durante o conflito no Irã.

Embora a ureia tenha posteriormente retornado ao patamar anterior ao conflito, o período de encarecimento afetou as decisões de compra dos produtores brasileiros. O principal risco é a disponibilidade de produto para atender à demanda das lavouras no começo de 2027. A retração nas entregas totais também reflete as dificuldades financeiras dos produtores e a elevada base de comparação. O volume de 2025 foi recorde, alcançando 49 milhões de toneladas e superando com ampla margem a máxima anterior, de 45,9 milhões de toneladas. A expectativa de redução em 2026 já existia, mas o conflito no Oriente Médio agravou a tendência de queda nas compras. Para 2027, o Rabobank projeta recuperação das entregas, embora ainda não tenha apresentado uma estimativa de volume.

Parte do avanço poderá decorrer da transferência de compras inicialmente previstas para dezembro para janeiro, em função das necessidades de adubação da 2ª safra. O banco também espera melhora da demanda, sustentada pela estabilização das margens operacionais e pela necessidade de recomposição da adubação nas propriedades. A recuperação financeira mais consistente dos produtores, contudo, tende a ocorrer apenas a partir da safra 2027/28, condicionada à manutenção de margens operacionais favoráveis. Na avaliação do Rabobank, a renda gerada pela combinação das culturas de soja e milho em uma mesma propriedade poderá contribuir para melhorar a capacidade financeira dos agricultores, ainda pressionados pelo endividamento e pelo custo do crédito. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.