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27/Oct/2026

Fertilizantes fosfatados: queda do enxofre não alivia custos

Segundo a StoneX, a queda dos preços do enxofre no Brasil por seis semanas consecutivas ainda não é suficiente para alterar o cenário do mercado de fertilizantes fosfatados nem provocar reduções nos preços ao comprador no curto prazo. O recuo da matéria-prima reduz os custos de produção da indústria de adubos, mas não elimina os fatores que limitam a oferta de fosfatados. No mercado brasileiro, o preço do enxofre acumulou queda de 25% entre o fim de junho e a última semana, com indicações de negociações abaixo de US$ 900,00 por tonelada. A última vez que a matéria-prima foi negociada abaixo desse patamar no País ocorreu na primeira quinzena de abril, quando os preços estavam em alta em razão do conflito no Oriente Médio e da redução da oferta global. Os sinais de recuo nas cotações de referência na China, nos Estados Unidos e no Oriente Médio indicam perda de sustentação dos preços do insumo. Apesar da redução dos custos associados ao enxofre, os cortes na produção de fertilizantes fosfatados continuam em diversos países, incluindo o Brasil.

Serão necessárias novas quedas nos preços da matéria-prima para que os fabricantes tenham condições de justificar a ampliação da produção e reverter as reduções implementadas ao longo de 2026. Diante desse cenário, a consultoria recomenda cautela nas expectativas de queda dos preços dos fertilizantes fosfatados no mercado brasileiro. Eventuais reduções para os compradores tendem a ocorrer de forma gradual, uma vez que o recuo do enxofre, isoladamente, não garante aumento da oferta de produtos fosfatados. A relação de troca entre commodities agrícolas e o fosfato monoamônico (MAP) permanece desfavorável em comparação com o mesmo período de 2025. No fim da semana passada, considerando os preços do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) e as cotações do MAP nos portos brasileiros, o produtor precisava de 75 sacas de 60 Kg de milho para adquirir 1 tonelada do fertilizante, 8 sacas de 60 Kg a mais do que na mesma época do ano anterior. O indicador evidencia a perda de poder de compra do milho em relação ao insumo e limita a perspectiva de melhora dos custos de adubação no curto prazo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.