26/Oct/2026
A Petrobras considera internamente inevitável um reajuste nos preços do diesel e da gasolina diante da permanência do petróleo e de seus derivados em patamares elevados no mercado internacional. A avaliação é de que será necessário promover um aumento moderado, cuja intensidade ainda depende da análise da companhia e das condições de apoio do governo federal para reduzir os efeitos sobre os consumidores brasileiros. A calibragem de um eventual reajuste deverá ser discutida na reunião do Conselho de Administração da Petrobras, marcada para 26 de outubro. O conselho acompanha trimestralmente a execução da política de preços da estatal, enquanto o Comitê de Investimentos do órgão realiza avaliações mensais. A decisão sobre a aplicação de eventuais reajustes cabe a um comitê específico, composto pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, pela diretora de Logística, Comercialização e Mercados, Angélica Laureano, e pelo diretor Financeiro, Fernando Melgarejo.
Até o momento, a política de preços vem sendo cumprida com o apoio dos subsídios, conforme informações apuradas pela Broadcast. A verificação final da aderência à política será realizada ao término do exercício. Entretanto, com a escalada das cotações internacionais do petróleo para níveis superiores a US$ 110,00 por barril, a pressão sobre os preços domésticos aumenta e reforça a perspectiva de algum ajuste. A avaliação interna considera que o governo federal poderá disponibilizar subsídios para viabilizar uma elevação moderada dos preços do diesel e da gasolina. O impacto sobre os consumidores dependerá do volume de recursos destinado a esse mecanismo e da intensidade do reajuste aplicado pela Petrobras. A combinação entre ajustes nos preços e eventual apoio governamental é vista como uma alternativa para compatibilizar as pressões do mercado internacional com a necessidade de limitar o aumento dos custos dos combustíveis no Brasil. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.