21/Oct/2026
Segundo o Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR), elaborado com base em dados da plataforma Repom, o custo do transporte rodoviário voltou a subir no Brasil em setembro, impulsionado pela alta dos combustíveis e pela dinâmica da demanda, especialmente no agronegócio. O preço médio do frete por quilômetro rodado alcançou R$ 8,77, avanço de 0,57% em relação a agosto, quando estava em R$ 8,72. A pressão sobre os custos veio principalmente do diesel, influenciado pela nova escalada dos preços do petróleo no mercado internacional em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio. De acordo com o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o diesel S-10 registrou alta de 2,70% em setembro, com preço médio nacional de R$ 7,24 por litro.
O diesel comum avançou 1,33%, para R$ 6,84 por litro. Como o combustível representa uma parcela relevante dos custos operacionais, as oscilações nos preços dos postos repercutem diretamente sobre o transporte de cargas. Além dos combustíveis, o IFR atribui parte da elevação do frete ao aquecimento da atividade, com o agronegócio apresentando forte desempenho nas exportações e ampliando a necessidade de disponibilidade de frotas. Esse cenário aumenta a demanda por transporte e contribui para a pressão sobre os preços dos serviços logísticos. A alta acumulada do diesel S-10 também levou à atualização regulatória do piso mínimo do frete.
No fim de setembro, a variação do combustível superou 5% em algumas regiões, acionando o mecanismo de reajuste extraordinário previsto na Lei nº 13.703/2018. Em 29 de setembro, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou a Portaria SUROC nº 22, em vigor desde o dia 30, atualizando o valor de referência do diesel S-10 utilizado no cálculo dos coeficientes do piso mínimo do frete. A medida também manteve o reforço da fiscalização por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT). O mercado já incorporou os ajustes decorrentes da alta dos combustíveis e da atualização da tabela de pisos mínimos, que busca recompor os custos operacionais do setor.
A fiscalização mais rigorosa do cumprimento dos valores mínimos e da emissão do CIOT também contribui para a adequação das operações às regras vigentes. Para outubro, a expectativa é de possível pressão adicional sobre os custos do transporte, em razão dos efeitos da atualização do piso mínimo do frete e do escoamento da safra, que tende a exigir maior disponibilidade de veículos. A combinação entre preços dos combustíveis, demanda por transporte e necessidade de recomposição dos custos operacionais deverá continuar influenciando a formação dos valores do frete rodoviário no País. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.