20/Oct/2026
As importações de insumos para fertilizantes por Mato Grosso do Sul somaram 116 mil toneladas de janeiro a setembro de 2026, queda de 22% em relação às 148,6 mil toneladas registradas em igual período de 2025. Os dados são do ComexStat, sistema de estatísticas de comércio exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS). A combinação de demanda interna enfraquecida e riscos associados aos preços internacionais mantém incertezas sobre o ritmo das importações, enquanto os produtores avaliam os custos dos insumos e o poder de compra para o manejo das lavouras de soja e milho. Por tipo de nutriente, as importações de fertilizantes fosfatados pelo Estado recuaram 42%, de 15 mil para 8,7 mil toneladas nos nove primeiros meses do ano. Os desembarques de fertilizantes nitrogenados diminuíram 34%, de 87,2 mil para 57,6 mil toneladas.
Em sentido contrário, as importações de fertilizantes potássicos avançaram 27,7%, passando de 26,7 mil para 34,1 mil toneladas no mesmo intervalo. No mercado nacional, o volume de fertilizantes importados caiu 15,4% entre janeiro e setembro de 2026, totalizando 28,6 milhões de toneladas, ante 33,8 milhões de toneladas em igual período do ano anterior. A retração das importações, contudo, não significa necessariamente falta de produto ou redução da adubação, uma vez que seus efeitos dependem dos estoques internos, dos preços praticados e das estratégias de manejo adotadas pelos produtores. O principal ponto de atenção está nos possíveis efeitos das condições do mercado internacional sobre os custos de aquisição dos fertilizantes e o planejamento financeiro das propriedades rurais. A evolução dos preços e das condições de compra será determinante para avaliar o comportamento da demanda e o ritmo de abastecimento do mercado brasileiro. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.