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20/Oct/2026

Hidrovias: seca no Norte pressiona logística do Agro

A redução do nível dos rios na Região Norte começa a pressionar a logística do agronegócio, com barcaças operando com cerca de 30% menos carga em razão da diminuição do calado. A perda de capacidade de transporte pode chegar a 60% no pico da estiagem, previsto para novembro, elevando os riscos para o escoamento da produção agrícola e o abastecimento regional. Embora as tradings avaliem que a vazante dos rios Madeira, Amazonas e Tapajós esteja dentro do padrão histórico, a situação do rio Branco, em Roraima, aproxima-se das mínimas históricas. A redução do nível das águas já afeta o transporte de soja, com possíveis impactos sobre os custos logísticos e a regularidade dos embarques.

Além do escoamento de grãos, a estiagem aumenta a preocupação com o transporte de insumos agrícolas e diesel, essenciais para o funcionamento das atividades agropecuárias e a implantação das lavouras. Eventuais restrições à navegação podem comprometer o abastecimento e ampliar as dificuldades operacionais em áreas dependentes do transporte hidroviário. O cenário climático também representa um fator de risco para a logística e a produção na safra 2026/27. A previsão de chuvas abaixo da média e temperaturas acima do normal entre outubro e dezembro, associada ao fenômeno El Niño, pode intensificar a estiagem, restringir ainda mais a navegação e dificultar o estabelecimento das lavouras em áreas da Região Norte. Fonte: CNN Brasil. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.