16/Oct/2026
A menor demanda por defensivos agrícolas e o acúmulo de estoques de produtos de alto valor nas revendas levaram a FMC, fabricante norte-americana de defensivos agrícolas, a reduzir os preços cobrados dos distribuidores no Brasil, Argentina, Estados Unidos e Canadá. Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (15/10), a empresa diz que a medida busca destravar a venda aos agricultores, mas deve gerar um impacto de US$ 625 milhões a US$ 675 milhões e resultará em Ebitda ajustado negativo no terceiro trimestre de 2026.
Segundo a empresa, o entrave nas vendas ocorreu porque os distribuidores mantinham estoques adquiridos no passado a custos elevados. Com a queda rápida nos preços praticados no mercado e a maior concorrência de produtos genéricos, a diferença entre o valor dos itens estocados e as cotações atuais aumentou, impedindo o repasse aos produtores rurais e paralisando os novos pedidos de reposição à fábrica. Em decorrência do custo absorvido para ajustar os preços dos produtos já entregues aos canais de distribuição, a companhia projetou a receita do terceiro trimestre de 2026 entre US$ 65 milhões e US$ 125 milhões.
O Ebitda ajustado no período deve ficar negativo entre US$ 510 milhões e US$ 565 milhões. "Tratamos esse problema gradualmente ao longo de vários trimestres, mas, nas atuais condições de mercado, determinamos que ações mais abrangentes são necessárias", disse o presidente do conselho, diretor executivo e presidente da FMC, Pierre Brondeau. Além de reduzir os preços dos produtos estocados no País e na América do Norte, a empresa vai alterar a estrutura de vendas nos Estados Unidos para aproximar o preço bruto do preço líquido final. Fonte: Broadcast Agro.