16/Oct/2026
Segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha os valores praticados em transações realizadas em 21 mil postos de abastecimento no País, os preços dos combustíveis voltaram a subir na primeira quinzena de outubro em todo o Brasil. O diesel liderou os aumentos, com alta de 6,67% na comparação com igual período do ano anterior, atingindo preço médio de R$ 7,20 por litro na versão comum. O diesel S-10 avançou 5,07%, para R$ 7,46 por litro. O etanol subiu 2,38%, para R$ 4,31 por litro, enquanto a gasolina permaneceu praticamente estável, com elevação de 0,15%, para R$ 6,73 por litro. A alta do diesel reflete a volatilidade do mercado internacional de petróleo e a necessidade de complementação da oferta doméstica por meio de importações. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam que a capacidade de refino das unidades nacionais não atende integralmente ao consumo brasileiro de diesel rodoviário, mantendo o mercado interno exposto às oscilações das cotações externas e dos custos de frete.
Em agosto, as importações responderam por 23,14% do total das vendas de diesel A no País. Para reduzir os efeitos desse cenário sobre os consumidores e limitar o repasse dos custos ao mercado interno, o Ministério da Fazenda oficializou um acréscimo de R$ 1,40 por litro no subsídio destinado aos importadores de diesel rodoviário. Com a medida, o benefício total passou de R$ 2,12 para R$ 3,52 por litro. O reforço busca atenuar a transmissão dos custos internacionais ao transporte rodoviário e à cadeia logística brasileira, mas não foi suficiente para impedir a alta de 6,67% do diesel comum na primeira quinzena de outubro. A importância do combustível para o transporte rodoviário torna suas variações de preço um indicador relevante das condições da atividade logística nacional, com possíveis reflexos sobre diferentes setores da economia. A manutenção de preços elevados aumenta a pressão sobre os custos de transporte e distribuição, especialmente em uma estrutura de abastecimento que depende parcialmente do mercado externo. A Região Sul registrou as maiores altas do diesel na primeira quinzena de outubro.
O diesel comum avançou 11,70%, para R$ 6,97 por litro, enquanto o S-10 subiu 7,50%, para R$ 7,17 por litro. Apesar das elevações, a região manteve, ao lado do Sudeste, o menor preço médio do diesel comum, de R$ 6,97 por litro, e registrou a gasolina mais barata do País, a R$ 6,43 por litro. No Centro-Oeste, o diesel comum aumentou 6,97%, para R$ 7,21 por litro, e o S-10 avançou 7,02%, para R$ 7,62 por litro, a maior média regional para essa categoria. O Norte apresentou os maiores preços médios regionais em todos os combustíveis analisados, com o diesel comum a R$ 7,75 por litro, o S-10 a R$ 7,80 por litro, o etanol a R$ 5,19 por litro e a gasolina a R$ 7,25 por litro. No Sudeste, o etanol apresentou o menor preço médio nacional, de R$ 4,20 por litro, apesar da alta de 2,69% no período. O diesel comum registrou o maior preço médio em Roraima, de R$ 8,19 por litro, e o menor em Minas Gerais, de R$ 6,91 por litro. O Paraná apresentou a maior alta, de 12,66%, com preço médio de R$ 6,94 por litro, enquanto o Acre registrou a maior queda, de 1,60%, para R$ 8,00 por litro. No diesel S-10, o Acre apresentou o maior preço médio, de R$ 8,30 por litro, enquanto o Rio Grande do Sul registrou o menor, de R$ 6,95 por litro. Goiás teve a maior elevação, de 8,71%, para R$ 7,49 por litro, e o Amazonas apresentou a menor variação positiva, de 0,27%, para R$ 7,36 por litro.
Entre os combustíveis leves, o etanol apresentou o maior preço médio em Sergipe, de R$ 5,54 por litro, e o menor em São Paulo, de R$ 4,03 por litro. Mato Grosso registrou a maior alta, de 3,96%, com preço médio de R$ 4,20 por litro, enquanto o Rio Grande do Norte apresentou a maior queda, de 5,07%, para R$ 5,06 por litro. A gasolina variou entre R$ 7,64 por litro, em Roraima, e R$ 6,28 por litro, no Rio Grande do Sul. Pernambuco registrou a maior alta estadual, de 2,46%, para R$ 7,08 por litro, enquanto o Rio Grande do Norte apresentou a maior queda, de 3,02%, para R$ 6,74 por litro. O etanol foi a opção economicamente mais vantajosa em 19 estados: Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. A gasolina apresentou maior competitividade em seis Estados: Alagoas, Espírito Santo, Maranhão, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Sergipe. Além da relação de preços, o etanol constitui uma alternativa de menor emissão de poluentes atmosféricos, contribuindo para a mobilidade de baixo carbono. A competitividade entre os dois combustíveis, entretanto, permanece condicionada às diferenças regionais de preços e à evolução dos custos de abastecimento. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.