15/Oct/2026
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério dos Transportes assinaram contrato para estruturar a concessão à iniciativa privada de 3.137 quilômetros de rodovias federais, distribuídos em cinco trechos nos Estados de Tocantins, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. A estimativa é concluir a estruturação dos projetos de concessão até o fim de 2030. O contrato abrange a BR-153, com 775 quilômetros entre Pará e Tocantins; a BR-010, com 678 quilômetros entre Maranhão e Pará; a BR-226, com 717 quilômetros em Piauí, Maranhão e Tocantins; a BR-116, com 473 quilômetros no Ceará, Paraíba e Pernambuco; e a BR-104, com 494 quilômetros na Paraíba, em Pernambuco e em Alagoas. A iniciativa inclui corredores rodoviários com relevância para a integração logística do Norte e do Nordeste e para o escoamento da produção agropecuária.
Parte dos trechos está inserida na região do Matopiba, formada por áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, considerada uma importante fronteira de expansão do agronegócio brasileiro. A estruturação deverá avaliar a viabilidade econômica de cada empreendimento e sua capacidade de atrair investimentos privados por meio de concessões. A participação do BNDES envolve a estruturação dos projetos e o desenvolvimento de soluções financeiras destinadas a ampliar a viabilidade dos investimentos. Entre os instrumentos utilizados pelo banco estão mecanismos para reduzir os impactos nos balanços das empresas, debêntures faseadas e outras alternativas de financiamento voltadas às concessões. A combinação entre projetos tecnicamente estruturados e modelos financeiros adequados é considerada relevante para viabilizar empreendimentos de grande porte e ampliar a participação privada na infraestrutura. O Ministério dos Transportes busca consolidar uma carteira de projetos com previsibilidade para os investidores e capacidade de promover o desenvolvimento produtivo.
A programação do governo prevê a realização de 29 leilões até o encerramento do atual ciclo de gestão, número apresentado como recorde histórico. Os projetos também são alinhados às diretrizes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) relacionadas à sustentabilidade, em resposta às exigências internacionais aplicáveis aos investimentos em infraestrutura. A estruturação das cinco concessões poderá ampliar a capacidade de investimento na malha rodoviária federal e contribuir para a integração entre regiões produtoras, mercados consumidores e corredores de exportação. A efetiva realização dos leilões, entretanto, dependerá dos estudos de viabilidade econômica, da modelagem contratual e da definição das condições necessárias para atrair investidores privados, com conclusão dos projetos prevista até o fim de 2030. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.