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14/Oct/2026

Diesel: governo eleva subsídio a produto importado

O pacote anunciado pelo governo federal para enfrentar os preços elevados dos combustíveis tem como principal destaque a ampliação do subsídio ao diesel importado. A medida pode reabrir a janela de importação em um cenário no qual a diferença entre os preços domésticos e internacionais está em -R$ 3,06 por litro, segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). A iniciativa também pode reduzir as preocupações com o abastecimento de diesel diante da demanda elevada. O conjunto de medidas prevê a ampliação da desoneração tributária federal sobre a gasolina, de R$ 0,63 para R$ 0,89 por litro, com zeragem dos impostos federais.

Para o etanol hidratado, o governo manterá os impostos federais zerados e elevará o subsídio de R$ 0,25 para R$ 0,43 por litro, buscando preservar a competitividade do biocombustível. No caso do diesel, será anunciado um novo subsídio de R$ 1,40 por litro para o produto importado, elevando o incentivo total a R$ 3,52 por litro. Para o diesel produzido no País, o subsídio permanecerá em R$ 2,12 por litro. Apesar do potencial de estímulo às importações, é considera prematuro concluir que haverá redução das margens de distribuição no mercado brasileiro.

A perspectiva permanece condicionada à evolução da oferta global de diesel e à recomposição dos estoques domésticos, atualmente abaixo dos níveis normalizados. Nesse contexto, as margens poderão sofrer pressão de baixa caso as exportações russas de diesel sejam retomadas no fluxo global de comércio, ampliando a disponibilidade internacional do combustível. No mercado de gasolina, a redução dos tributos pode abrir espaço para que a Petrobras eleve os preços nas refinarias em proporção equivalente ao benefício tributário, mantendo os preços nas bombas praticamente estáveis, desde que as margens de distribuição e revenda permaneçam inalteradas.

Assim, parte da desoneração ao consumidor poderá ser compensada por ajustes nos preços praticados pela estatal, sem necessariamente resultar em queda equivalente no preço final. O financiamento dos novos subsídios poderá estar associado à extensão ou à manutenção dos impostos incidentes sobre as exportações de petróleo. A definição desse mecanismo, somada às condições de oferta internacional e à evolução dos estoques internos, será relevante para determinar os efeitos das medidas sobre o abastecimento, as margens de distribuição e os preços dos combustíveis no mercado brasileiro. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.