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07/Oct/2026

Porto de Paranaguá registra movimentação recorde

A TCP, empresa responsável pela administração do Terminal de Contêineres de Paranaguá, no Paraná, registrou em setembro recorde histórico de movimentação, com 152.347 TEUs, unidades equivalentes a contêineres de 20 pés. O volume superou em 2,5% o recorde anterior, de 148.690 TEUs, registrado em outubro de 2025. O mês também foi marcado por dois recordes diários. No dia 17 de setembro, a ferrovia de acesso ao pátio de operações registrou máxima histórica de 488 transações de contêineres. No dia 21, a movimentação geral alcançou 10.640 TEUs, também o maior volume diário já registrado pelo terminal. No acumulado de janeiro a setembro, a TCP movimentou 1,279 milhão de TEUs, alta de 4% em relação aos 1,228 milhão de TEUs registrados no mesmo período de 2025. Nas operações terrestres, o número de contêineres movimentados pelo acesso rodoviário, ou gate, cresceu 3%, para 489 mil transações. Na ferrovia que conecta Paranaguá a Ortigueira, Cambé e Cascavel, foram registrados 1.010 encostes de trens, também 3% acima do resultado do ano anterior.

A movimentação de cargas cheias pelo modal ferroviário apresentou crescimento mais expressivo, de 25%, passando de 964 mil toneladas em 2025 para 1,210 milhão de toneladas em 2026. O avanço reforça a participação da ferrovia na movimentação de cargas destinadas ao terminal e amplia a capacidade de integração entre a estrutura portuária e as regiões produtoras e industriais atendidas pelo corredor ferroviário. Entre janeiro e setembro, as exportações de cargas cheias pela TCP somaram 6,363 milhões de toneladas, crescimento de 6% ante as 6,023 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano anterior. O segmento de carnes e congelados foi o principal destaque, com expansão de 8%, para 2,973 milhões de toneladas, equivalente a 47% de todo o volume exportado pelo terminal. A movimentação de contêineres refrigerados também apresentou crescimento de 6% em 2026, alcançando 112.315 unidades.

A TCP possui o maior pátio do Brasil para armazenagem de contêineres refrigerados, com 5.280 tomadas. As obras de expansão da estrutura estão em andamento e devem elevar a capacidade para 6.000 tomadas até o fim de 2027. O desempenho das exportações foi sustentado também pela movimentação de madeira e produtos florestais, que cresceu 6%, para 1,064 milhão de toneladas. Na terceira posição, papel e celulose avançou 10%, alcançando 824 mil toneladas exportadas no período. O forte desempenho da estrutura de cargas refrigeradas acompanha o avanço das exportações de proteínas animais pelo terminal. Em 2026, houve crescimento expressivo dos embarques de carne de frango e carne suína, enquanto as exportações de carne bovina permaneceram estáveis. A utilização da capacidade de armazenagem de carnes e congelados indica maior aproveitamento da infraestrutura disponível pelos exportadores. No fluxo de importações, a movimentação cresceu 5%, para 2,440 milhões de toneladas entre janeiro e setembro.

O segmento automotivo movimentou 454 mil toneladas, alta de 7% ante igual período de 2025, enquanto o segmento de bens de consumo avançou 17%, de 144 mil toneladas para 168 mil toneladas. O crescimento das importações do setor automotivo está relacionado ao desembarque de veículos elétricos, autopeças e componentes destinados à indústria da Região Metropolitana de Curitiba. No segmento de bens de consumo, a expansão está associada à capacidade do armazém alfandegado da TCP, que possui estrutura superior a 9 mil metros quadrados e oferece serviços direcionados aos importadores. O desempenho acumulado até setembro combina crescimento da movimentação de contêineres, maior utilização da ferrovia, expansão das cargas refrigeradas e aumento dos fluxos de exportação e importação. A ampliação prevista da capacidade de armazenagem refrigerada para 6.000 tomadas até o fim de 2027 tende a reforçar a posição da TCP na movimentação de carnes, congelados e demais cargas que dependem de infraestrutura frigorificada. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.