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06/Oct/2026

Insumos: barter ganha espaço com crédito restrito

As operações de barter, baseadas na troca de insumos por grãos, deixaram de atuar apenas como instrumento comercial e devem responder por cerca de 10% do faturamento da UPL no Brasil em 2026. Com crédito bancário mais restrito, juros elevados e rentabilidade pressionada no campo, a modalidade ganha espaço como alternativa de financiamento e comercialização de insumos para a safra 2026/27. A expectativa é de que as operações de barter cresçam acima de 10% nas negociações da próxima safra, com maior concentração nas operações de troca de insumos por soja. A oleaginosa representa 66% do faturamento total da UPL no mercado brasileiro, enquanto 75% das vendas consolidadas da companhia no País são direcionadas ao cultivo de grãos.

A busca por liquidez por meio da aquisição de insumos com pagamento em grãos está concentrada nas regiões de maior intensidade de capital do agronegócio brasileiro. O Centro-Oeste responde por 39% das vendas da UPL no País, seguido pelo Sudeste, com 25%, e pelo Sul, com 23%. A maior participação do barter contribui para sustentar o volume comercializado do portfólio da companhia em um ambiente de maior restrição financeira dos produtores. A composição das vendas da UPL no Brasil é concentrada em inseticidas, que representam 36% da receita, fungicidas, com 35%, e herbicidas, com 24%. O segmento de biossoluções responde por 4% do faturamento nacional. A UPL não divulga o faturamento específico das operações realizadas no Brasil.

Na América Latina, principal mercado regional da divisão internacional da companhia, a receita no primeiro trimestre fiscal, entre abril e junho de 2026, alcançou US$ 311,7 milhões, equivalente a 26 milhões de rúpias indianas, com crescimento de 8% ante igual período do ano anterior. O avanço do barter ocorre em um cenário de menor disponibilidade de crédito bancário, custo financeiro elevado e compressão das margens dos produtores, fatores que aumentam a importância de mecanismos de financiamento vinculados à comercialização futura da produção. A maior utilização da modalidade na safra 2026/27 tende a reforçar sua função estratégica para o mercado de insumos, especialmente nas regiões de maior concentração da produção de grãos e nas operações envolvendo soja. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.