05/Oct/2026
Os líderes do G7 anunciaram um pacote coordenado de medidas para reduzir a volatilidade nos mercados de energia, com a liberação de 100 milhões de barris de estoques estratégicos ao longo de quatro meses. A operação terá início imediato e dará prioridade ao diesel nos primeiros 20 dias, em resposta às restrições de oferta e aos riscos associados ao mercado internacional de combustíveis. O grupo também decidiu coordenar os cronogramas de manutenção das refinarias para evitar paralisações simultâneas e elevar temporariamente a utilização das unidades onde houver capacidade operacional. Países com elevada capacidade de refino foram chamados a ampliar a produção de derivados, principalmente diesel. No âmbito da Agência Internacional de Energia (AIE), os integrantes do G7 voltarão a se reunir nos próximos dias para avaliar eventuais liberações adicionais de combustíveis.
Os países do grupo reafirmaram o compromisso de não impor restrições às exportações de energia entre os integrantes e solicitaram que outros produtores evitem medidas capazes de ampliar as tensões no mercado internacional. A AIE ficará responsável pelo monitoramento da implementação do pacote e deverá apresentar, em até 20 dias, recomendações que incluam medidas para recomposição dos estoques estratégicos após as liberações. No ambiente geopolítico, o G7 condenou os ataques do Irã contra países da região e defendeu a restauração imediata e plena dos direitos de navegação no Estreito de Ormuz. O grupo também reconheceu os esforços dos Estados Unidos para garantir o fluxo comercial pela rota e manteve o compromisso com as sanções contra a Rússia diante da continuidade dos ataques contra a Ucrânia. A circulação de cargas pelo Estreito de Ormuz e pelo corredor de Yanbu, no Mar Vermelho, apresenta recuperação parcial.
Segundo avaliação divulgada pelo governo da França, mais de três quartos dos volumes transportados antes da guerra já voltaram a circular por essas rotas. O tráfego pelo Estreito de Ormuz está sendo retomado diariamente, embora ainda permaneça abaixo da capacidade anterior, enquanto seguem os esforços para reforçar a segurança da navegação. O G7 também deverá trabalhar para viabilizar o retorno das seguradoras aos contratos de cobertura de petroleiros e reduzir os custos de transporte marítimo, em coordenação com os países do Golfo. Paralelamente, permanecem em andamento iniciativas diplomáticas destinadas a estabelecer um acordo ou marco consensual para garantir a continuidade do tráfego pelo Estreito de Ormuz. A combinação de liberação de estoques estratégicos, aumento temporário da utilização das refinarias, expansão da produção de derivados e recuperação gradual das rotas de transporte busca ampliar a disponibilidade de combustíveis no curto prazo.
A prioridade dada ao diesel nos primeiros 20 dias reforça o foco do pacote sobre o derivado mais sensível às restrições recentes de oferta e aos custos logísticos internacionais. Ainda, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Europa concordou em liberar uma quantidade "massiva" do estoque altamente abastecido de óleo diesel. No mesmo sentido, o presidente da França, Emmanuel Macron, disse que estoques de diesel e de petróleo bruto serão liberados ao longo de quatro meses, com previsão de liberação de até 100 milhões de barris. A decisão acontece após o governo Trump pressionar a União Europeia a reduzir seus estoques de emergência de diesel para ajudar a aliviar os preços globais do combustível, sob pena de enfrentarem uma possível proibição norte-americana à exportação de diesel. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.