02/Oct/2026
A Corteva anunciou nesta quinta-feira (1º/10) a conclusão da cisão do seu negócio de sementes e genética avançada (a Vylor assumiu o negócio). A partir desta quinta-feira (1º/10), a Corteva atuará de forma especializada e exclusiva no setor de proteção de cultivos, segmento no qual projeta o lançamento de 12 novos princípios ativos nos próximos dez anos. Em coletiva de imprensa durante o Global Agrobusiness Festival (GAFFFF), em São Paulo, a empresa detalhou que seu pipeline de desenvolvimento na área de proteção de cultivos está avaliado em US$ 11 bilhões.
De acordo com a vice-presidente global da Corteva, Brook Cunningham, dentre os novos princípios ativos que serão lançados ao mercado, sete serão novos ingredientes ativos e cinco produtos biológicos. Cunningham destacou que a divisão dos negócios visa permitir maior foco em cada segmento. "Entregar tecnologia é algo que temos de fazer ainda mais rápido como uma empresa independente. É uma das razões pelas quais tomamos a decisão de separar nossos negócios de sementes e de proteção de cultivos, para que possamos ter ainda mais foco em proteção de cultivos, ainda mais foco em sementes, para que ambas as empresas possam atingir seu potencial pleno", disse a executiva.
Entre os investimentos previstos para o Brasil, Cunningham mencionou um fungicida, voltado ao combate da ferrugem asiática da soja e outras doenças de final de ciclo. A executiva também destacou o desenvolvimento e lançamento de uma nova molécula de proteção de cultivos, que exige cerca de 13 anos de pesquisas e um investimento de US$ 300 milhões. De olho no Brasil, a executiva chamou atenção para a expansão das operações de barter (troca de insumos pela produção futura) no mercado brasileiro diante do cenário financeiro local.
"O barter se tornou uma parte importante do financiamento e do acesso ao capital para os agricultores no Brasil. Cerca de 45% da nossa receita no Brasil agora é via barter”, disse Cunningham, acrescentando a necessidade de busca constante por novas ferramentas financeiras, inclusive quando se está em um “ambiente de taxa de juros de 13,75%, com acesso muito restrito ao crédito.” Além do desenvolvimento interno, Cunningham pontuou que a estratégia da companhia inclui parcerias e aquisições de empresas de menor porte e de produtos biológicos.
"Temos de garantir que não é apenas o que é inventado dentro da Corteva que importa; precisamos trabalhar juntos para entregar essas tecnologias nas mãos dos agricultores ainda mais rápido", afirmou. De acordo com comunicado da empresa, entre os anos de 2020 e 2025 o negócio de proteção de cultivos da Corteva aumentou sua receita em mais de US$ 1 bilhão. Em nota, o CEO da Corteva, Luke Kissam, afirmou que a separação permite avançar com maior foco, agilidade e comprometimento com a excelência operacional. Fonte: Broadcast Agro.