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01/Oct/2026

Diesel: defasagem de preço supera 100% na Petrobras

Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem do preço do diesel nas refinarias da Petrobras voltou a superar 100% no dia 29 de setembro, alcançando média de 111%. Com o petróleo Brent a US$ 103,00 por barril, a diferença média entre a cotação internacional e o preço praticado nas refinarias da estatal chegou a R$ 3,63 por barril. A Petrobras aderiu ao programa de subvenção do diesel do governo, com benefício de R$ 2,12 por barril. Mesmo com a subvenção, a defasagem voltou a ultrapassar a marca de 100%, refletindo a elevação dos preços internacionais do combustível e a diferença em relação ao preço de venda doméstico da companhia.

O preço do diesel disparou no mercado internacional, em um movimento associado à elevação do crack spread, que representa a diferença entre o preço do petróleo e o valor do diesel refinado. O indicador vem registrando recordes sucessivos diante da restrição da oferta internacional, agravada por bombardeios contra refinarias no Oriente Médio e pela proibição das exportações de diesel pela Rússia. No mercado brasileiro, permanece também a possibilidade de uma restrição adicional da oferta internacional caso os Estados Unidos adotem medidas para limitar as vendas externas de diesel. Nesse cenário, o Brasil poderia ampliar a busca pelo combustível em outros mercados fornecedores, como a Índia.

A evolução das cotações internacionais ocorre em um contexto de monitoramento frequente dos preços pela Petrobras. A empresa passou a avaliar com maior atenção o cenário de petróleo acima de US$ 108,00 por barril e mantém revisões de preços em intervalos de 15 dias. Na gasolina, a defasagem em relação ao preço de paridade de importação (PPI) nas refinarias da Petrobras está em 28%, indicando espaço para alta de R$ 0,85 por barril. Na Refinaria de Mataripe, na Bahia, a defasagem da gasolina é de 2%, enquanto a do diesel alcança 48%. A diferença no diesel ocorre após a redução de R$ 1,51 por litro no preço do combustível realizada na semana anterior pela empresa controlada pelo grupo Mubadala. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.