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30/Sep/2026

Fertilizantes: preços devem subir no outono nos EUA

Segundo a StoneX, estoques iniciais reduzidos de amônia anidra, aumento da demanda por fertilizantes fosfatados e riscos de gargalos logísticos devem pressionar os preços dos fertilizantes no outono dos Estados Unidos. O cenário exige maior antecipação das compras pelos agricultores norte-americanos, diante da possibilidade de concentração das aquisições e de atrasos nas entregas. O ano agrícola de fertilizantes nos Estados Unidos começou com estoques baixos de amônia anidra. Esse cenário levou um dos dois principais fornecedores do produto a cancelar seu programa de vendas durante o verão para preservar volumes destinados ao atendimento da demanda no outono. No mercado de fosfatados, a expectativa inicial de que a demanda de outono permanecesse abaixo de 50% da média histórica foi revisada após a recuperação das cotações dos grãos.

O milho passou a ser negociado acima de US$ 5,00 por bushel na Bolsa de Chicago, melhorando as condições econômicas para novas compras de fertilizantes e elevando o potencial de demanda. A concentração de compras em um período mais curto pode provocar atrasos nas entregas de vários dias a até duas semanas. A maior pressão sobre a logística também tende a elevar os custos de frete, ampliando o impacto da demanda concentrada sobre o preço final dos fertilizantes. Em relação ao projeto de lei apresentado por senadores dos Estados Unidos para criação de uma reserva estratégica de fertilizantes no país, a StoneX identifica limitações relacionadas à execução e ao armazenamento dos produtos. Entre os fertilizantes avaliados, a solução de nitrato de amônio e ureia (UAN) é considerada a alternativa mais viável para armazenamento de longo prazo, embora apresente riscos operacionais quando submetida a temperaturas extremas.

Os fertilizantes secos, por sua vez, estão sujeitos à degradação física e ao empedramento durante períodos prolongados de armazenamento. A amônia anidra exige elevado consumo de energia para refrigeração em operações de grande escala, o que também representa uma limitação para a formação de estoques estratégicos. A instalação de uma reserva na região do Golfo do México, especialmente na área de Nova Orleans, poderia provocar perda de qualidade dos fertilizantes em razão das condições locais de calor e umidade. O projeto também apresenta indefinições sobre os critérios de prioridade para distribuição dos insumos entre culturas e regiões em períodos de escassez. Outro risco está relacionado ao impacto sobre os preços internacionais. A atuação do governo norte-americano como comprador adicional de fosfatados poderia aumentar a demanda no mercado global e contribuir para a elevação das cotações.

Como alternativa para reduzir a vulnerabilidade do abastecimento, a expansão da produção doméstica de fertilizantes nitrogenados a partir das reservas de gás natural dos Estados Unidos é uma possibilidade de transformar o País em exportador de produto acabado. Para os fosfatados, a recomendação é a formalização de acordos de fornecimento de longo prazo com Noruega, Arábia Saudita e Marrocos. No caso do potássio, a manutenção das relações comerciais com o Canadá é apontada como alternativa, considerando que o país é o maior produtor mundial do insumo. O cenário de estoques reduzidos, recuperação da demanda por fosfatados e possibilidade de congestionamentos logísticos reforça a necessidade de planejamento antecipado das compras pelos agricultores norte-americanos, enquanto as discussões sobre uma reserva estratégica permanecem condicionadas à definição de mecanismos de armazenamento, distribuição e abastecimento. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.