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29/Sep/2026

Fertilizantes: preço do potássio recua no Brasil

A desaceleração das compras de cloreto de potássio no Brasil e a ausência de problemas relevantes de oferta devem limitar a pressão de alta sobre os preços do fertilizante, favorecendo o planejamento das aquisições de insumos para 2ª safra de milho de 2027. As cotações do cloreto de potássio nos portos brasileiros recuaram por nove semanas consecutivas, acumulando queda de pouco menos de 10%. O movimento contrasta com o mercado de ureia, que apresenta tendência de alta. No potássio, os sinais são de enfraquecimento das cotações, em um cenário no qual os compradores brasileiros não demonstram urgência para novas aquisições.

O avanço do plantio da soja indica o encerramento da janela de importação associada ao período de maior intensidade das compras de fertilizantes. Atualmente, o cloreto de potássio é negociado no Brasil em níveis próximos aos registrados no início de 2026 e 5% acima dos preços observados no mesmo período de 2025. A combinação entre menor ritmo de compras e disponibilidade global reduz a necessidade de antecipação das aquisições destinadas à próxima 2ª safra de milho. O cloreto de potássio também apresenta menor exposição aos problemas logísticos provocados pelas tensões no Oriente Médio, incluindo a redução do tráfego no Estreito de Ormuz.

Rússia, Belarus e Canadá respondem por aproximadamente 75% das exportações mundiais do fertilizante e estão geograficamente distantes do conflito entre Estados Unidos e Irã, reduzindo a vulnerabilidade direta da oferta internacional aos gargalos logísticos da região. No mercado brasileiro, o Canadá foi o principal fornecedor de cloreto de potássio entre janeiro e agosto de 2026, com participação de 39% das importações. A Rússia respondeu por 31% das compras no período. A concentração das importações em fornecedores fora da área diretamente afetada pelas restrições logísticas do Oriente Médio contribui para reduzir os riscos de interrupção do abastecimento e ajuda a sustentar o cenário de preços mais acomodados no mercado interno. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.