28/Sep/2026
A Boa Safra, produtora de sementes, identificou maior dificuldade de crédito ao expandir sua atuação para regiões onde ainda não possuía histórico operacional. Nas áreas já conhecidas pela companhia, a gestão do risco foi mais simples, enquanto a entrada em novos mercados elevou a exposição por envolver simultaneamente clientes, regiões e condições comerciais ainda não mapeados. A estratégia adotada pela empresa é avançar de forma gradual e próxima de mercados nos quais já possui conhecimento. Um exemplo foi a ampliação da oferta de sementes de soja para sementes de milho em regiões onde a Boa Safra já atuava.
Embora o produto seja diferente, a companhia mantém o domínio sobre o segmento de sementes e reduz a complexidade da expansão. O maior risco ocorre quando a empresa ingressa simultaneamente em um novo produto e em um novo Estado, sem conhecimento consolidado sobre os clientes e as características locais. Com participação de cerca de 10% do mercado nacional de sementes, a Boa Safra passou a tratar o País de forma menos homogênea na gestão comercial e financeira. As condições de Mato Grosso, Goiás e de outras regiões apresentam diferenças relevantes, exigindo soluções específicas para cada mercado.
Mudanças bruscas no portfólio ou na base de clientes aumentam a exposição da empresa, principalmente em períodos de restrição de crédito e deterioração das condições financeiras. A limitação de crédito também levou a companhia a estabelecer prioridades na expansão. Produtos exclusivos, recém-lançados ou com maior margem continuam recebendo maior atenção para preservar oportunidades de mercado. Já itens com menor diferenciação e retorno mais baixo passaram a ser avaliados de forma mais seletiva. O ambiente de crise, nesse contexto, reforça uma postura mais racional na alocação de capital e na definição dos mercados e produtos que receberão maior ritmo de crescimento. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.