28/Sep/2026
Segundo dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), os preços do diesel nas refinarias da Petrobras acumulam defasagem superior a 100% em relação às referências internacionais, indicando espaço para um reajuste de aproximadamente R$ 3,55 por litro caso não houvesse o subsídio concedido pelo governo. No Porto de Suape (PE), a defasagem do diesel nacional alcançou 113% em relação ao preço praticado no mercado internacional. A gasolina apresenta pressão menor sobre os resultados da Petrobras, mas ainda registra defasagem de 32%. Até o momento, a Petrobras recebeu R$ 12,2 bilhões por meio do programa de subvenção do governo. A política de preços da Petrobras continua sendo reavaliada a cada 15 dias.
A companhia vinha operando em condições consideradas mais confortáveis antes da forte alta do petróleo observada em meados de setembro, quando o Brent ultrapassou US$ 108,00 por barril. A volatilidade do petróleo dificulta a realização de reajustes frequentes, diante do risco de perda de participação de mercado em caso de aumentos nos preços domésticos. A pressão sobre os preços dos combustíveis ocorre também em um período de maior sensibilidade política, às vésperas das eleições, quando um reajuste do diesel poderia gerar impactos sobre custos de transporte e demais cadeias dependentes do combustível. Na Bahia, a refinaria privada da Acelen, a Refinaria de Mataripe, também aderiu ao programa de subvenção previsto na MP 1.363, com benefício de R$ 1,12 por litro de diesel. Na semana passada, a unidade reduziu em 7% o preço do diesel S-10 e em 5,9% o do diesel S-500. O preço da gasolina também recuou, em 5,3%. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.