24/Sep/2026
O custo de fretamento de superpetroleiros, conhecidos como VLCCs, atingiu recorde superior a US$ 1,2 milhão por dia em rotas entre o Oriente Médio e a Ásia, ampliando a pressão sobre os mercados globais de energia em meio à guerra envolvendo o Irã. A alta ocorre em um cenário de escassez dos maiores navios disponíveis, com as embarcações sendo obrigadas a redesenhar rotas e percorrer distâncias maiores, elevando as tarifas de transporte. Segundo a corretora Braemar, as taxas de frete no trajeto entre o Oriente Médio e a China mais que dobraram desde o fim de agosto. O aumento reflete a necessidade de adaptação das rotas marítimas diante dos riscos associados ao conflito, reduzindo a disponibilidade de navios e aumentando o tempo de viagem.
O impacto também alcança o Brasil, com o custo de transporte de petróleo do País para a China subindo cerca de um terço na última semana. A elevação dos fretes amplia os custos de comercialização do petróleo brasileiro no mercado asiático e pode pressionar as margens dos embarques, especialmente em um ambiente de maior volatilidade dos preços internacionais de energia. O avanço das tarifas de frete acrescenta uma nova variável aos mercados de petróleo, além dos efeitos diretos do conflito sobre oferta, segurança das rotas marítimas e disponibilidade de embarcações. Para o Brasil, a elevação dos custos logísticos pode afetar a competitividade das exportações de petróleo e aumentar a exposição do setor às oscilações do mercado internacional de transporte marítimo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.