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21/Sep/2026

Fertilizantes: Brasil mira na importação do Marrocos

O Brasil busca ampliar o fornecimento de fertilizantes fosfatados do Marrocos para atender à safra 2026/27, com previsão inicial de importação de 2,7 milhões de toneladas e possibilidade de expansão para até 3,8 milhões de toneladas. A iniciativa integra a agenda do ministro da Agricultura, André de Paula, em viagem oficial ao país africano e busca reduzir os riscos de desabastecimento e ampliar a segurança de oferta de insumos aos produtores brasileiros. O Marrocos tem papel relevante no abastecimento brasileiro de fertilizantes. No 1º semestre de 2026, esses produtos representaram quase 90% das importações brasileiras provenientes do país. A estratégia brasileira envolve também o fortalecimento da integração logística e a ampliação dos fluxos comerciais entre os dois países, com o objetivo de transformar operações pontuais em relações comerciais de longo prazo. O intercâmbio comercial entre Brasil e Marrocos somou cerca de US$ 2,8 bilhões em 2025, de acordo com dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

No 1º semestre de 2026, o comércio bilateral alcançou quase US$ 1,6 bilhão, aumento de quase 30% ante o mesmo período de 2025. A pauta comercial é diversificada, com o Brasil exportando ao Marrocos produtos como açúcar bruto, milho e carne de frango. No sentido contrário, os fertilizantes representam a maior parcela das importações brasileiras originadas no país, reforçando a importância do Marrocos para o suprimento de nutrientes utilizados na agricultura brasileira. A ampliação das compras de fertilizantes fosfatados ocorre em um cenário de elevada dependência externa do Brasil para o abastecimento de insumos agrícolas e de maior atenção aos riscos geopolíticos e logísticos sobre as cadeias globais de fertilizantes. Para a safra 2026/27, a diversificação e a antecipação dos fluxos de importação são fatores relevantes para reduzir riscos de restrição de oferta e de volatilidade dos preços dos insumos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.