21/Sep/2026
O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) trabalha para ampliar o diálogo com organizações sociais, lideranças indígenas e representantes de comunidades contrárias ao atual modelo de implantação de hidrovias na Amazônia, após entraves que afetaram projetos nos rios Tapajós, Madeira e Tocantins. A iniciativa busca incorporar as demandas das populações afetadas às discussões sobre planejamento e implantação dos empreendimentos.
A reunião ocorreu na última semana, por videoconferência organizada pelo Grupo de Trabalho Infraestrutura e Justiça Socioambiental (GT Infra), com participação de representantes do governo federal, órgãos de controle, Ministério Público Federal (MPF), pesquisadores e movimentos sociais das três bacias hidrográficas. O encontro ocorreu quase um ano após organizações sociais encaminharem ao governo federal uma carta solicitando abertura de diálogo sobre os empreendimentos e seus impactos sobre as populações locais.
Durante a reunião, representantes de comunidades indígenas, organizações ambientalistas e entidades da sociedade civil defenderam maior participação das populações diretamente afetadas no planejamento dos projetos. Também foram apresentadas críticas à fragmentação dos processos de licenciamento ambiental e pedidos para que os impactos dos corredores logísticos sobre a região amazônica sejam avaliados de forma integrada. Os participantes defenderam ainda que as discussões sobre as hidrovias sejam realizadas desde a fase de planejamento dos empreendimentos, antes da etapa de licenciamento ambiental e da definição das intervenções nos rios.
A proposta busca ampliar a avaliação dos efeitos econômicos, ambientais e sociais dos projetos antes da implementação das obras e operações. O MPor vem ampliando o diálogo com diferentes setores da sociedade e reconheceu a necessidade de conciliar a expansão da infraestrutura logística com demandas relacionadas ao desenvolvimento sustentável e à inclusão social. A manutenção do diálogo entre o governo federal e a sociedade civil foi defendida pelos participantes, que também propuseram a realização de um encontro presencial após o período eleitoral para aprofundar as discussões sobre os projetos hidroviários na Amazônia. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.