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17/Sep/2026

Porto de Santos: chinesa deixa consórcio de dragagem

A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou ao Tribunal de Contas da União (TCU) que a chinesa Chec Dredging não pretende mais integrar o consórcio formado com a Etesco para disputar a obra de aprofundamento do canal do Porto de Santos. A comunicação ocorre durante a suspensão cautelar do contrato de R$ 619,8 milhões firmado com a empresa belga Jan De Nul, cuja contratação foi questionada pela Etesco. Segundo a APS, a Chec comunicou em 11 de setembro que não possui mais interesse comercial ou operacional em constituir ou integrar o Consórcio Santos Dragagem nem em executar a obra, mesmo na hipótese de alteração do resultado da licitação. A saída da empresa chinesa modifica a composição originalmente apresentada pelo consórcio e reduz as alternativas da Etesco para sustentar a contestação ao processo licitatório.

A Chec seria responsável pelo fornecimento de maquinário especializado necessário à execução da obra. Sem a parceira, a Etesco precisaria apresentar uma nova solução operacional caso consiga reverter o resultado do certame. A APS também informou ao TCU que eventual alteração do resultado da licitação não restabeleceria automaticamente a proposta do consórcio em sua configuração original, diante da desistência da empresa chinesa. A disputa ocorre em torno do projeto de aprofundamento do canal do Porto de Santos, enquanto permanece suspenso cautelarmente o contrato de R$ 619,8 milhões com a Jan De Nul. O processo mantém relevância para a capacidade operacional do principal complexo portuário brasileiro, especialmente diante da pressão do setor pela retomada da obra pela empresa belga. Fonte: O Globo. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.