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16/Sep/2026

Fertilizantes: abastecimento praticamente equacionado

O abastecimento de fertilizantes para a safra 2026/27 está praticamente equacionado, com maior equilíbrio na oferta de potássicos e nitrogenados e concentração das preocupações nos fertilizantes fosfatados. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estima déficit de aproximadamente 5 milhões de toneladas de fosfatados para a safra de verão, mas avalia que parte dessa necessidade poderá ser atendida pelo aumento das importações, principalmente do Marrocos. O Marrocos concentra cerca de 70% das reservas mundiais de fosfato e deverá ampliar o fornecimento ao Brasil. Está prevista a assinatura de um acordo entre os dois países para que o Marrocos disponibilize pelo menos 3,8 milhões de toneladas de fosfatados e derivados. O volume deverá contribuir para reduzir o risco de restrição de oferta durante a safra de verão e ampliar a disponibilidade de nutrientes para a agricultura brasileira. O Brasil também negocia volumes adicionais de fertilizantes com outros países produtores, incluindo China, Jordânia e nações da região do Caribe.

A expectativa do Ministério da Agricultura é de aplicação de aproximadamente 15 milhões a 16 milhões de toneladas de fertilizantes fosfatados na safra 2026/27. Com a ampliação das fontes de fornecimento, a avaliação é de que o déficit de fertilizantes poderá ser superado e de que a disponibilidade de insumos deixará de representar um obstáculo relevante para a confirmação das projeções de produção recorde. A estratégia de diversificação das origens de importação integra a chamada diplomacia de fertilizantes, lançada pelo governo para reduzir a concentração do abastecimento brasileiro no Hemisfério Norte. A região reúne grandes reservas de fosfatados e potássicos e importante capacidade de produção de ureia. O conflito no Estreito de Ormuz agravou os riscos de abastecimento de nitrogenados e fosfatados e provocou elevação dos preços, além de afetar outras cadeias industriais que utilizam ácido fosfórico como matéria-prima.

Nos nitrogenados, o Brasil buscou volumes adicionais junto à China e à Nigéria. A avaliação do governo é de que o mercado apresenta maior equilíbrio, com a ureia atualmente em torno de US$ 500 por tonelada, ante mais de US$ 850,00 por tonelada há quatro meses. A cotação atual é considerada praticamente estável na comparação com o mesmo período de um ano antes. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta produção recorde de 366,6 milhões de toneladas de grãos na safra 2026/27, mas o Ministério da Agricultura considera que o resultado poderá superar essa estimativa caso o gargalo de abastecimento de fertilizantes seja definitivamente solucionado. Como os fertilizantes representam um dos principais insumos para a formação da produção agrícola, a normalização da oferta tende a reduzir um dos principais riscos à execução do potencial produtivo previsto para a nova temporada. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.