16/Sep/2026
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) não projeta redução expressiva do pacote tecnológico utilizado pelos produtores na safra 2026/27, apesar do encarecimento dos insumos e das dificuldades de abastecimento de alguns nutrientes, especialmente os fertilizantes fosfatados. A avaliação indica manutenção próxima dos níveis de utilização de insumos nas lavouras, sem alteração significativa do padrão tecnológico empregado na produção. A possibilidade de redução na aplicação de fertilizantes e de outros insumos vinha sendo considerada por produtores diante da elevação dos preços e das restrições de oferta em determinados segmentos do mercado de nutrientes.
Para a Conab, porém, as projeções para a safra 2026/27 não indicam uma redução expressiva do volume de insumos que será utilizado no campo. Além dos fertilizantes convencionais, a expansão do uso de bioinsumos pode contribuir para complementar parte das necessidades das lavouras. Práticas agrícolas direcionadas à melhoria da estrutura e das condições do solo também podem aumentar a eficiência produtiva e, em determinadas situações, apresentar resultados superiores aos obtidos exclusivamente com a aplicação adicional de fertilizantes.
Esse movimento amplia o potencial de ganho de produtividade associado à adoção de tecnologias voltadas ao manejo e à qualidade do solo. A Conab projeta produção recorde de 366,6 milhões de toneladas de grãos na safra 2026/27. O resultado deverá ser sustentado principalmente pelo aumento da área plantada, enquanto a produtividade média apresenta previsão de queda. A manutenção do pacote tecnológico, combinada à expansão da área cultivada e à adoção de alternativas como bioinsumos e práticas de melhoria do solo, tende a limitar os impactos negativos associados ao encarecimento e às restrições de oferta de determinados fertilizantes. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.