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16/Sep/2026

Plásticos: recuperação pós-consumo avança no Brasil

O índice de recuperação de plásticos pós-consumo alcançou 25,3% no Brasil em 2025, ante 24,9% em 2024. Considerando especificamente as embalagens, o índice avançou de 28,7% para 31,4% no período. Quando são incluídos produtos equiparáveis a embalagens, conforme o critério estabelecido pelo Decreto do Plástico nº 12.688, o índice de recuperação do País atingiu 26,6% em 2025, ainda abaixo da meta de 32% estabelecida para 2026. Os dados fazem parte do estudo anual Monitoramento dos Índices de Reciclagem Mecânica de Plásticos Pós-consumo no Brasil 2026, com ano-base 2025, encomendado pelo Movimento Plástico Transforma, iniciativa do PICPlast, parceria entre a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) e a Braskem.

O levantamento, realizado pela consultoria MaxiQuim, acompanha os indicadores da reciclagem mecânica de plásticos no País desde 2018. A indústria brasileira de reciclagem mecânica registrou faturamento bruto nominal de R$ 4,2 bilhões em 2025, crescimento de 5,3% em relação ao ano anterior. O emprego direto superou 21 mil vagas, maior nível de toda a série histórica iniciada em 2018 e 4,9% acima do registrado em 2024. Os resultados indicam recuperação gradual da atividade após a retração observada em 2023. O setor precisou de dois anos para superar os efeitos da retração e recuperar níveis de produção próximos aos registrados em 2022. A evolução evidencia uma recomposição progressiva da atividade de reciclagem mecânica, em um mercado cuja competitividade está diretamente relacionada ao comportamento dos preços das resinas virgens.

Quando os preços das resinas virgens permanecem baixos, as resinas recicladas perdem competitividade, o que reduz os estímulos econômicos à reciclagem. Em 2025 e, principalmente, no primeiro semestre de 2026, entretanto, a elevação dos preços das resinas petroquímicas associada aos conflitos no Oriente Médio abriu uma janela de maior competitividade para os recicladores. Esse ambiente contribuiu para sustentar uma perspectiva econômica positiva para o setor em 2026, tendência que já vinha sendo observada desde a metade de 2025. A combinação entre recuperação dos níveis de atividade, crescimento do faturamento e do emprego e maior competitividade das resinas recicladas reforça o potencial de expansão da reciclagem mecânica, embora o setor ainda enfrente o desafio de elevar o índice de recuperação para alcançar a meta de 32% estabelecida para 2026. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.