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15/Sep/2026

Fertilizantes: importação de nitrogenados cai em 2026

Segundo a StoneX, as importações brasileiras de nitrogênio contido em fertilizantes nitrogenados, incluindo ureia, sulfato de amônio e nitrato de amônio, recuaram cerca de 20% em 2026 ante o mesmo período de 2025. Entre janeiro e agosto, o volume importado foi o menor para o período em seis anos, no nível mais baixo desde 2019, aumentando a atenção sobre a disponibilidade de fertilizantes diante da proximidade do plantio da 2ª safra de 2027 e da lentidão na recomposição dos estoques no País. Entre janeiro e agosto, as importações de ureia somaram aproximadamente 2,8 milhões de toneladas, queda de 23% na comparação com o mesmo período de 2025. As compras de nitrato de amônio recuaram 25% na mesma base de comparação. A postura mais cautelosa dos compradores brasileiros ocorre em um período estratégico para a formação de estoques e pode exigir maior participação do País no mercado internacional para recuperar os volumes registrados em anos anteriores.

A expectativa é de aceleração das compras no segundo semestre, com o objetivo de garantir fertilizantes para a aplicação no plantio de milho. A retração dos importadores está associada à busca por preços mais baixos e à expectativa de que a China promova uma nova rodada de embarques e amplie as exportações de ureia nos próximos meses. Uma maior disponibilidade chinesa tende a exercer pressão sobre as cotações internacionais e pode estimular a postergação das compras brasileiras. O cenário internacional, contudo, permanece sujeito a fatores de alta e elevada incerteza. Entre os principais riscos estão a redução do tráfego pelo Estreito de Ormuz, o aumento dos custos do gás natural, principal matéria-prima dos fertilizantes nitrogenados, e as indefinições nas negociações entre Estados Unidos e Irã para o quarto trimestre.

A postergação das compras brasileiras também amplia o risco de concorrência com importadores do Hemisfério Norte. Caso a recomposição dos estoques domésticos ocorra de forma mais tardia, os compradores brasileiros poderão disputar cargas com consumidores que estarão repondo fertilizantes para a próxima safra norte-americana, em um período de potencial aumento da demanda internacional. O quadro combina queda das importações, estoques ainda em recomposição e expectativa de maior oferta chinesa, mas com riscos associados à energia, à logística e à geopolítica. A evolução das compras brasileiras nos próximos meses será determinante para definir a disponibilidade de nitrogenados para o plantio de milho e o comportamento dos preços no mercado doméstico. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.