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15/Sep/2026

Frete Rodoviário: Lei do Piso pressionando custos

Segundo o Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR), elaborado com base em dados da plataforma Repom, o preço médio do frete rodoviário por quilômetro rodado subiu 1,04% em agosto, para R$ 8,72, ante R$ 8,63 em julho. A alta ocorreu mesmo com a redução dos custos operacionais proporcionada pela queda do diesel, que registrou em agosto o quarto mês consecutivo de recuo nos preços nas bombas, conforme o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). O diesel comum registrou queda de 1,17% em agosto e encerrou o mês a R$ 6,70 por litro. O diesel S-10 recuou 0,70%, para R$ 7,05 por litro.

A redução dos combustíveis, contudo, não foi suficiente para compensar outros fatores de pressão sobre os custos do transporte rodoviário. A necessidade de adequação às novas regras e o aumento da fiscalização contribuíram para a elevação dos fretes. A entrada em vigor da Lei nº 15.485/2026, conhecida como Lei do Frete Mínimo, reforçou a exigência de cumprimento do piso mínimo e ampliou a fiscalização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sobre a aplicação dos valores mínimos e a emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) em praticamente todas as modalidades de transporte de carga. A dinâmica do agronegócio também contribuiu para a alta dos fretes, com o encerramento da colheita da 2ª safra de milho de 2026 elevando a demanda por caminhões.

Esse movimento pode manter o viés de alta em setembro, em um cenário de valorização do milho e de incertezas relacionadas aos possíveis impactos do El Niño sobre a próxima safra. A combinação entre maior demanda por transporte, mudanças regulatórias e condições de oferta do milho tende a manter os custos logísticos pressionados, mesmo com a trajetória recente de queda dos preços do diesel. O comportamento das cotações do cereal e as condições climáticas serão fatores relevantes para a formação dos fretes ao longo de setembro. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.