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11/Sep/2026

Fertilizantes: nitrogenados elevam custo da 2ª safra

Segundo a StoneX, os preços dos fertilizantes nitrogenados nos portos brasileiros voltaram a subir e pressionam os custos de produção da 2ª safra de milho de 2027, em um cenário de importações acumuladas abaixo do registrado no ano anterior. A avaliação aponta maior exposição dos compradores brasileiros às cotações internacionais em um período de margens mais apertadas e restrição de crédito. As cotações da ureia e do sulfato de amônio nos portos de importação do Brasil interromperam a trajetória de queda observada desde abril e retomaram o movimento de alta. A valorização é sustentada pelo fortalecimento da demanda, pela melhora da relação de troca com o milho e pelas recentes tensões no Oriente Médio.

A pressão sobre os preços poderá perder intensidade caso a China retome as exportações de nitrogenados em volumes superiores aos esperados pelo mercado. Entre janeiro e agosto, as importações brasileiras de fertilizantes nitrogenados permaneceram abaixo do volume registrado em igual período do ano anterior. Como a recomposição dos estoques para a 2ª safra de milho ocorre principalmente no segundo semestre, a necessidade de acelerar as compras tende a aumentar a exposição dos produtores e demais agentes da cadeia às cotações elevadas dos nitrogenados. O movimento ocorre em um ambiente de margens mais estreitas e maior dificuldade de acesso ao crédito, o que amplia o impacto da alta dos fertilizantes sobre o custo de produção.

A necessidade de recomposição dos estoques no período que antecede a definição dos pacotes de insumos para a próxima 2ª safra de milho de 2027 também reduz a capacidade de postergar as aquisições em busca de preços mais favoráveis. No segmento de fertilizantes fosfatados, o mercado brasileiro registra redução das cotações com a aproximação do plantio da soja. O movimento acompanha a desaceleração sazonal típica do final do ano e a menor atratividade das relações de troca. A trajetória de queda, contudo, permanece limitada pelos custos elevados do enxofre, importante componente da cadeia de produção dos fosfatados. O enxofre registrou queda superior a US$ 100,00 por tonelada nos portos brasileiros em apenas uma semana, mas o recuo ainda não foi suficiente para estimular a retomada das linhas de produção de fertilizantes fosfatados que permanecem paralisadas no País.

Dessa forma, embora os preços de algumas matérias-primas tenham recuado, a estrutura de custos continua elevada e mantém a safra 2026/27 vulnerável a choques internacionais. O cenário reforça a exposição do mercado brasileiro de fertilizantes às condições internacionais de oferta, demanda, logística e preços de matérias-primas. Nos nitrogenados, a combinação entre estoques menores, necessidade de recomposição das compras e demanda mais firme aumenta a pressão sobre o custo da 2ª safra de milho. Nos fosfatados, a redução sazonal das cotações é limitada pelos custos do enxofre e pela capacidade restrita de produção doméstica. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.