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10/Sep/2026

Fertilizantes: setor nacional quer redução de tributos

Entidades representativas dos setores de distribuição, industrialização e mistura de fertilizantes defendem a eliminação do ICMS e do PIS/Cofins incidentes sobre adubos e insumos como medida para reduzir os custos de produção agrícola. A proposta consta de nota conjunta da Associação dos Misturadores de Adubos do Brasil (AMA Brasil), do Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas no Estado do Paraná (Sindiadubos), do Sindicato da Indústria de Adubos no Estado do Rio Grande do Sul (Siargs), do Sindicato das Indústrias de Adubos e Corretivos Agrícolas no Estado de São Paulo (Siacesp) e do Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas do Nordeste (Siacan). Além da desoneração tributária, as entidades defendem a renegociação de dívidas rurais, a ampliação da oferta de crédito, o fortalecimento do seguro rural e a revisão de distorções na política de fretes.

O setor avalia que juros elevados, restrição de crédito, custos logísticos e instabilidades no mercado internacional comprimem as margens dos produtores e reduzem a capacidade de investimento no campo. O cenário ganha relevância diante da dependência brasileira de importações para mais de 90% do consumo de fertilizantes. A cadeia de distribuição também aponta aumento dos custos associado à alíquota de 4% de ICMS incidente sobre as importações de fertilizantes, introduzida pelo Convênio ICMS 26/2022. Entre os fatores adicionais estão mudanças na cobrança de PIS/Cofins, custos do transporte rodoviário relacionados aos pisos mínimos de frete, conflitos geopolíticos e o fechamento de unidades industriais no Brasil.

O Sindiadubos avalia que a capacidade operacional para abastecimento da agricultura permanece preservada e que os volumes destinados à safra atual foram internalizados de acordo com a demanda prevista. O principal risco, neste momento, estaria concentrado na capacidade financeira dos agricultores para aquisição dos insumos. As empresas do setor projetam redução de 10% a 20% nas entregas de fertilizantes, dependendo da cultura, da região e da condição financeira dos produtores, com potencial impacto sobre a adubação e, consequentemente, sobre a produtividade das próximas safras. Diante desse cenário, as entidades defendem uma atuação coordenada entre o governo federal, os Estados, o Congresso Nacional, as instituições financeiras e os demais agentes da cadeia produtiva. O objetivo é reduzir os custos dos insumos, ampliar as condições de acesso ao crédito e preservar a capacidade de investimento dos produtores rurais no País. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.