09/Sep/2026
O Banco do Brasil recomenda cautela na aquisição de insumos para a safra 2026/27. Alguns fertilizantes permanecem em patamares elevados de preços, especialmente os nitrogenados, reforçando a necessidade de atenção à gestão dos custos da próxima temporada, embora as cotações estejam distantes dos níveis extremos registrados nos últimos anos. De acordo com dados do Índice de Preços de Fertilizantes, a amônia recuou 12,6% em agosto, mas acumula alta de 50,2% em 2026 e de 2,8% em relação a agosto de 2025. O comportamento mantém o produto como importante fonte de pressão sobre os custos de produção. A ureia apresentou queda de 2,3% em agosto, mas acumula valorização de 20% no ano. Na comparação com agosto de 2025, contudo, registra recuo de 0,4%.
Entre os fertilizantes fosfatados, o DAP avançou 2% em agosto e acumula alta de 7% em 2026, cotado a US$ 792,50 por tonelada em 31 de agosto. Entre os potássicos, o MOP subiu 1,5% no mês e acumula ganho de 3% no ano. O sulfato de potássio recuou 2% em agosto, mas mantém valorização de 13,1% no acumulado de 2026 e de 14,8% em relação a agosto de 2025. Os custos dos fertilizantes permanecem elevados em razão de restrições de oferta, custos energéticos mais altos e um ambiente internacional ainda sujeito à volatilidade. O cenário exige atenção especial no planejamento da safra 2026/27, principalmente diante da elevada dependência brasileira de fertilizantes importados. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.