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08/Sep/2026

Fertilizantes: setor nacional prevê recuo nas entregas

O setor nacional de fertilizantes aponta agravamento das condições econômicas enfrentadas pelos produtores rurais, com juros elevados, crédito mais restrito e caro, aumento da carga tributária, custos logísticos crescentes e instabilidades no mercado internacional comprimindo as margens e reduzindo a capacidade de investimento no campo. O cenário é especialmente sensível diante da dependência brasileira de importações, que representam mais de 90% dos fertilizantes consumidos no País. O setor mantém capacidade logística e operacional para abastecer a agricultura, e os volumes destinados à safra atual foram internalizados em níveis compatíveis com a demanda prevista.

O principal risco, neste momento, não está na disponibilidade física dos produtos, mas na capacidade financeira dos agricultores de adquirir os insumos necessários para a produção. As empresas do setor já trabalham com a possibilidade de redução de 10% a 20% nas entregas de fertilizantes, dependendo da cultura, da região e das condições financeiras dos produtores. A retração pode resultar em menor utilização de fertilizantes, redução dos investimentos em tecnologia e impactos sobre a produtividade das próximas safras. As entidades defendem a adoção de medidas urgentes para reduzir os custos de produção e preservar a capacidade de investimento dos produtores rurais.

Entre as prioridades estão a desoneração de fertilizantes e demais insumos, a renegociação das dívidas rurais, a ampliação da oferta de crédito, o fortalecimento do seguro rural e a revisão das distorções na política de fretes. O comunicado é assinado pela Associação dos Misturadores de Adubos do Brasil (AMA Brasil), pelo Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas no Estado do Paraná (Sindiadubos), pelo Sindicato da Indústria de Adubos no Estado do Rio Grande do Sul (Siargs), pelo Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas no Estado de São Paulo (Siacesp) e pelo Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas do Nordeste (Siacan). Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.