03/Sep/2026
Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), as vendas da indústria de máquinas e equipamentos agrícolas somaram R$ 4,86 bilhões em receita líquida total em julho de 2026, queda de 27,5% ante julho de 2025 e recuo de 2,1% em relação a junho de 2026. No acumulado de janeiro a julho, as vendas totalizaram R$ 26,2 bilhões, redução de 25,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. A perspectiva é de aquecimento das vendas entre agosto e outubro, período tradicionalmente marcado pelo pico das negociações. O desempenho de julho ainda refletiu a ausência de vigência do Plano Safra durante parte do período. Programas de financiamento como o Move Brasil, o Moderfrota e o Pronaf oferecem taxas de juros a partir de 9%, consideradas atrativas em relação às condições gerais da economia, enquanto a taxa Selic está em 14% ao ano. O principal fator de restrição à demanda permanece sendo a rentabilidade do produtor rural, tanto em relação à safra já colhida quanto às perspectivas para a produção futura.
A alta dos preços da soja e do milho observada nos 15 dias anteriores representa um fator de suporte adicional. A possibilidade de problemas climáticos nos Estados Unidos também pode sustentar preços mais favoráveis aos produtores brasileiros caso haja redução da safra norte-americana e consequente melhora das cotações para a colheita da safra de verão, a partir de fevereiro. A Abimaq mantém a projeção de queda de 20% nas vendas de máquinas agrícolas em 2026. A entidade avalia, contudo, que o resultado anual poderá apresentar redução menor que a registrada no acumulado até julho, diante da expectativa de recuperação parcial das vendas entre agosto e outubro. As exportações de máquinas agrícolas somaram US$ 141,20 milhões em julho, alta de 0,4% ante julho de 2025 e queda de 12,1% em relação a junho de 2026. Entre janeiro e julho, as exportações alcançaram US$ 1,017 bilhão, crescimento de 14,8% na comparação anual. As importações totalizaram US$ 94,56 milhões em julho, queda de 7,3% ante o mesmo mês de 2025 e de 24% em relação a junho.
No acumulado de janeiro a julho, as compras externas somaram US$ 720,64 milhões, recuo de 5% ante igual período do ano passado. Em unidades, foram comercializados 6.981 tratores em julho, queda de 5,69% em relação às 7.402 unidades negociadas em junho. Do total, 2.790 tratores foram vendidos a usuários finais, redução de 23,3% ante julho de 2025 e de 11,3% em relação ao mês anterior. Outros 3.531 tratores foram comercializados para fábricas, queda de 33% na comparação anual e de 2,9% ante junho. As exportações responderam por 660 unidades, crescimento de 10,4% ante julho de 2025 e de 6,5% em relação a junho. As vendas de colheitadeiras totalizaram 166 unidades em julho, queda de 28,76% ante as 233 máquinas comercializadas em junho. Desse total, 121 unidades foram vendidas a usuários finais, redução de 37,6% ante julho de 2025 e de 13,6% em relação a junho. As vendas para fábricas somaram 31 colheitadeiras, queda de 89% na comparação anual e de 60,3% ante o mês anterior. As exportações totalizaram 14 unidades, uma máquina a menos que em junho. Fonte: Globo Rural. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.