28/Aug/2026
A sobreestadia de contêineres (demurrage) respondeu por 50% das reclamações apresentadas por empresas à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) em 2025, ante 40% em 2024. O aumento da participação das queixas relacionadas à sobreestadia foi associado a deficiências de infraestrutura portuária. Após um período de uma década sem leilões de terminais de contêineres, estão previstos quatro certames para os próximos anos. A capacidade adicional estimada com os novos terminais é de 6,5 milhões de TEUs anuais, em comparação com uma capacidade atual de 15 milhões de TEUs por ano. Representantes do setor cobraram maior atuação e fiscalização por parte da Antaq diante dos gargalos operacionais.
O Centro Nacional de Navegação Transatlântica (Centronave) citou as restrições de calado no Porto de Itajaí (SC), que provocaram o retorno de cargas ao pátio, e defendeu a realização de novas concessões para ampliar a infraestrutura portuária. A Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (Abac) apontou problemas operacionais no Rio Amazonas e mencionou gastos de R$ 380 milhões com dragagem sem resultado efetivo. Também foi questionada a existência de desigualdade na fiscalização das operações. O aumento das reclamações relacionadas à sobreestadia e os relatos de restrições de calado, problemas de dragagem e limitações de infraestrutura evidenciam a necessidade de ampliação da capacidade portuária e de aperfeiçoamento da fiscalização para reduzir gargalos e impactos sobre a movimentação de cargas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.