28/Aug/2026
Associações do setor produtivo encaminham ao Ministério da Agricultura e Pecuária um ofício no qual estimam que os prejuízos ao setor podem chegar a R$ 850 milhões caso não seja realizada a dragagem de manutenção da navegação na hidrovia do Rio Tapajós antes do início da safra 2026/27. A ausência do serviço poderá elevar os custos logísticos, reduzir a capacidade de transporte da hidrovia e aumentar as emissões de monóxido de carbono. As entidades estimam que uma eventual transferência das cargas para o modal rodoviário poderia gerar emissão adicional de 55 mil toneladas de carbono e elevar os custos logísticos entre R$ 150,00 e R$ 250,00 por tonelada. O setor também identifica risco de até 5 milhões de toneladas de grãos deixarem de ser escoadas pela hidrovia, além de possível comprometimento do abastecimento de combustíveis na região de Santarém (PA).
A preocupação está associada à possibilidade de uma nova seca severa na Região Norte durante o próximo ciclo agrícola. No documento, as entidades apontam que os primeiros meses de 2026 apresentam comportamento semelhante ao observado em 2023, quando o fenômeno El Niño contribuiu para a redução das chuvas e para a queda dos níveis dos rios amazônicos. Naquele período, o Rio Tapajós registrou restrições à navegação em razão do baixo nível das águas. As associações também destacam que existe uma janela limitada para a execução dos serviços, já que o maquinário empregado na operação precisa começar a ser retirado do rio a partir de setembro. As entidades ressaltam ainda que a dragagem de manutenção possui caráter conservativo, com o objetivo de preservar a infraestrutura hidroviária existente. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.