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27/Aug/2026

Frete Rodoviário: estudo da USP propõe mudanças

Um estudo do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial (Esalq-Log), da Universidade de São Paulo (USP), propõe 17 alterações na metodologia utilizada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para calcular os pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas. A pesquisa conclui que os parâmetros atualmente utilizados tendem a superestimar os custos da atividade. Algumas das mudanças sugeridas poderiam reduzir os valores da tabela mínima de frete em até 11% em determinadas operações. Segundo os pesquisadores, o modelo vigente tende a superestimar de forma sistemática os custos regulatórios, principalmente em operações de maior produtividade e menor distância. Uma das principais propostas envolve a revisão da carga horária mensal considerada no cálculo do piso.

A metodologia da ANTT utiliza 181 horas de trabalho por mês. O estudo avalia que esse parâmetro subestima a utilização efetiva dos veículos e dos motoristas e propõe sua elevação para 220 horas. A alteração resultaria em redução média de aproximadamente 7,6% nos valores calculados para o piso de frete. No transporte de grãos, a queda poderia variar entre 6,38% e 11,04%, dependendo da distância percorrida e da configuração do veículo. Outra recomendação envolve os parâmetros de depreciação dos caminhões e de remuneração do capital investido. A metodologia atual considera vida econômica de sete anos para a composição veicular, referência utilizada para calcular a perda de valor dos ativos e o retorno esperado sobre o investimento.

O estudo avalia, porém, que esse parâmetro está distante da realidade da frota brasileira. Os pesquisadores utilizam dados da própria ANTT que apontam idade média de 16,4 anos para os veículos de tração em circulação no País. Na avaliação do Esalq-Log, a adoção de parâmetros mais próximos da realidade da frota brasileira reduziria os custos estimados pela metodologia da ANTT. As simulações indicam que a adequação desse item poderia diminuir entre 6% e 10% o custo calculado do transporte de grãos, dependendo do trecho e do tipo de veículo utilizado. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.