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26/Aug/2026

Fertilizantes: Brasil precisa reduzir vulnerabilidades

Segundo a Yara Brasil, o Brasil não conseguirá eliminar a dependência internacional de fertilizantes, mas pode reduzir sua vulnerabilidade externa por meio da diversificação de fornecedores, do planejamento e de maior eficiência logística. A sucessão de crises dos últimos anos, incluindo a pandemia, sanções econômicas e interrupções nas cadeias logísticas, reforçou a necessidade de incorporar estratégias de resiliência à gestão das empresas. Nesse ambiente, a eficiência operacional deixou de ser suficiente para garantir competitividade, sendo necessário também ampliar a capacidade de adaptação a mudanças nas condições externas. A dependência internacional de fertilizantes é considerada estrutural e não é exclusiva do Brasil.

Mesmo países com forte produção agropecuária recorrem ao mercado internacional para complementar o abastecimento de nutrientes. Dessa forma, o objetivo brasileiro deve ser reduzir os riscos associados à concentração da oferta e ampliar a diversificação de fornecedores, e não buscar autossuficiência integral. A estratégia de redução da vulnerabilidade passa por fornecedores diversificados, planejamento de longo prazo, logística mais eficiente e menor exposição das empresas a choques externos. Nesse contexto, competitividade passa a envolver não apenas eficiência na produção, mas também a capacidade de manter a geração de valor diante de alterações nas condições internacionais de mercado. O debate sobre segurança de abastecimento de fertilizantes também deve incorporar inovação e sustentabilidade.

A transição energética e a busca global por uma economia de menor intensidade de carbono tendem a alterar os processos de produção e os critérios utilizados pelo mercado para avaliar os fertilizantes. O Brasil apresenta condições favoráveis para combinar aumento de produtividade, rentabilidade e redução das emissões. A crescente atenção de varejistas, investidores e consumidores à pegada de carbono dos produtos tende a estimular a demanda por insumos produzidos com menor intensidade de emissões. Nesse cenário, a utilização de fertilizantes produzidos com energia renovável pode ampliar a competitividade de cadeias como café e batata. A combinação entre menor emissão de carbono, maior produtividade e rentabilidade já é tecnicamente possível e tende a ganhar relevância nos próximos anos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.