26/Aug/2026
Segundo o Ministério da Agricultura, o Brasil pretende reduzir gradualmente a dependência de fertilizantes importados, mas mantém espaço para ampliar o comércio e atrair investimentos de países árabes no setor nas próximas décadas. O plano brasileiro para fertilizantes prevê aumento do uso dos insumos até 2050, paralelamente à redução gradual da participação das importações conforme a necessidade anual do País. A estratégia busca ampliar a oferta doméstica e reduzir a vulnerabilidade externa, sem significar redução da demanda brasileira por fertilizantes no longo prazo. Apesar do objetivo de aumentar a autonomia nacional, o Ministério da Agricultura identifica potencial para expansão do comércio de fertilizantes entre o Brasil e os países árabes.
O governo também avalia a possibilidade de atração de investimentos árabes para projetos destinados à ampliação da oferta de insumos no mercado brasileiro. A aproximação comercial e financeira com os países árabes é vista como instrumento para ampliar a resiliência da economia brasileira diante das mudanças no cenário internacional. A diversificação de fornecedores e a ampliação dos investimentos no setor de fertilizantes podem contribuir para reduzir riscos associados à concentração da oferta externa e às interrupções nas cadeias globais de suprimentos. Brasil e países árabes, apesar da distância geográfica, apresentam convergência em áreas estratégicas relacionadas à segurança alimentar.
Nesse contexto, o governo brasileiro busca ampliar a participação de empresas e investidores árabes no País, especialmente em projetos relacionados à produção de alimentos e à recuperação de áreas de pastagens degradadas. A estratégia amplia as possibilidades de cooperação em comércio, investimentos, tecnologia e produção agropecuária, com potencial de ganhos para os dois lados. Para o Brasil, a entrada de capital e conhecimento estrangeiro pode contribuir para ampliar a capacidade produtiva e reduzir vulnerabilidades estruturais, enquanto os países árabes encontram oportunidades de participação em uma das principais plataformas globais de produção e exportação de alimentos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.