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21/Aug/2026

Terras Raras: captação da Viridis para projeto em MG

A Viridis, empresa australiana autorizada a explorar terras raras no Brasil, anunciou captação de US$ 120 milhões para financiar o projeto Colossus, em Poços de Caldas (MG), incluindo a venda de participação para investidores estrangeiros. A operação ocorre antes da votação do marco regulatório para minerais críticos e estratégicos no Brasil, que prevê aprovação estatal para determinadas operações envolvendo empresas do setor. A Viridis desenvolve o projeto Colossus a partir de reservas minerais localizadas em Poços de Caldas (MG). A estratégia da companhia prevê a comercialização dos minerais para refinarias na Europa e nos Estados Unidos. O custo total de desenvolvimento do projeto é estimado em US$ 449 milhões. A gestora global de investimentos One Investment Management (OneIM), com sedes em Nova York, Abu Dhabi, Londres e Tóquio, firmou acordo vinculante para aportar até US$ 75 milhões na Viridis, em duas tranches.

Outros US$ 40 milhões serão aportados por investidores, sendo a maior parte proveniente de um grupo de investidores brasileiros. As gestoras ORE e Régia Capital também anteciparam um aporte de US$ 5 milhões que estava originalmente previsto para novembro de 2026. A operação ocorre enquanto tramita no Senado o projeto de lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), já aprovado pela Câmara dos Deputados. Na semana anterior, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitou ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a inclusão da proposta na pauta, juntamente com outras medidas consideradas prioritárias pelo governo. O projeto cria o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), órgão a ser instituído e regulamentado pelo Poder Executivo Federal.

Entre as atribuições previstas está a aprovação ou o veto de mudanças no controle societário de empresas com direitos de exploração de terras raras no Brasil, da participação de estrangeiros nos negócios e de parcerias internacionais relacionadas ao fornecimento de minerais críticos. O Brasil possui a segunda maior reserva mundial de terras raras, atrás apenas da China. A proposta de regulamentação ocorre em meio à discussão sobre a participação estrangeira no segmento e sobre mecanismos de preservação da soberania nacional sobre minerais considerados estratégicos. O presidente Lula e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, já manifestaram oposição à venda da mineradora Serra Verde, em Goiás, para a empresa norte-americana USA Rare Earth, defendendo a participação do governo na avaliação de mudanças de controle acionário em empresas do setor. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.