19/Aug/2026
Segundo dados da Kynetec, o mercado brasileiro de biodefensivos superou R$ 5,3 bilhões na safra 2025/26, enquanto a área tratada com esses produtos ultrapassou 107 milhões de hectares. O avanço ocorre em ritmo superior ao crescimento da área cultivada e da utilização de defensivos em geral, indicando aumento da intensidade de manejo nas lavouras brasileiras. Nas cinco últimas safras, a área cultivada no Brasil cresceu, em média, 3% a 4% ao ano, enquanto a área tratada com defensivos avançou 11%. No segmento de produtos biológicos, a expansão foi de cerca de 31% ao ano. O valor movimentado pelos biodefensivos mais que dobrou no período, passando de aproximadamente R$ 2,1 bilhões cinco safras atrás para cerca de R$ 4,4 bilhões na safra 2024/25 e mais de R$ 5,3 bilhões em 2025/26.
A área tratada com biodefensivos aumentou de 36,1 milhões de hectares há cinco safras para mais de 107 milhões de hectares no último ciclo. Os produtos de base biológica representam atualmente cerca de 6% do mercado brasileiro de defensivos e respondem por aproximadamente 7% da área tratada. Os dados consideram os produtos efetivamente aplicados nas lavouras, e não as vendas ou os produtos comercializados. A empresa entrevista anualmente mais de 14 mil agricultores diretamente no campo para identificar as práticas de manejo utilizadas nas principais culturas e regiões do País. A pesquisa contempla soja, milho, cana-de-açúcar, algodão, café e hortifrúti, entre outras culturas.
A soja responde por aproximadamente metade do mercado brasileiro de defensivos, enquanto o milho, considerando as safras de verão (1ª safra) e 2ª safra, representa cerca de 20%. O avanço dos produtos biológicos ocorre em um cenário de aumento da pressão de pragas e doenças nas lavouras, além da resistência de plantas daninhas. A necessidade de manejo permanece elevada independentemente das condições de preços das principais commodities, diante do aumento dos desafios fitossanitários enfrentados pelos produtores. Apesar do crescimento acelerado, os biodefensivos ainda apresentam espaço relevante para expansão. A tendência não é de substituição integral dos produtos químicos, mas de maior complementaridade entre as duas ferramentas dentro dos sistemas de manejo agrícola. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.