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19/Aug/2026

Defensivos: resultado da Adama no 2º trimestre

A empresa de agroquímicos Adama, controlada pela holding Syngenta Group, reduziu seu prejuízo líquido para US$ 20 milhões no segundo trimestre de 2026, informou a companhia nesta terça-feira (18/08) em relatório de resultados. O prejuízo é 38% menor do que o registrado em igual período do ano passado, de US$ 32 milhões. Em termos ajustados, a Adama teve lucro líquido de US$ 4 milhões, ante lucro de US$ 6 milhões um ano antes. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado aumentou 1% na comparação anual, para US$ 152 milhões. No trimestre, a receita recuou 3%, para US$ 1,063 bilhão, com a queda de 1% nos volumes e de 3% nos preços sendo parcialmente compensada por efeitos cambiais positivos, disse a Adama. "Os volumes menores resultaram da decisão estratégica da empresa de reduzir a fabricação e a venda de certos produtos químicos básicos e de baixa margem, parcialmente compensados pelo lançamento de novos produtos e pela demanda saudável no mercado.

Os preços mais baixos refletem a precificação geral mais fraca do mercado e o menor poder de compra dos agricultores", informou a companhia em comunicado. As vendas na América Latina caíram 3% no período, para US$ 209 milhões. No Brasil, os maiores volumes refletiram uma sólida execução comercial nas principais safras, como soja e milho, mas os resultados no trimestre foram afetados por preços de mercado mais baixos, com a menor rentabilidade dos produtores e a concorrência em commodities pressionando as cotações, disse a empresa. No restante da região, as vendas subiram, impulsionadas por volumes mais altos e avanço comercial. Na região da Europa, África e Oriente Médio, as vendas somaram US$ 324 milhões, ganho de 3%, apesar do clima seco e da baixa pressão de doenças. Na América do Norte, a receita subiu 2%, para US$ 281 milhões, apresentando desempenho misto entre as unidades de negócio. Na Ásia-Pacífico, as vendas foram de US$ 248 milhões, recuo de 13%.

Já na China, as vendas caíram 28%, para US$ 104 milhões, diante da menor oferta de químicos básicos. Sobre o mercado de proteção de cultivos, a Adama avaliou que os preços permanecem pressionados no primeiro semestre de 2026 por causa da menor rentabilidade dos agricultores e dos baixos preços dos ingredientes ativos decorrentes do excesso de capacidade de produção na China. Em relação ao cenário geopolítico, a Adama informou que suas instalações em Israel continuaram operando sem atrasos significativos apesar das tensões regionais iniciadas em fevereiro de 2026. A fábrica de Neot Hovav sofreu danos pontuais por detritos de mísseis em março e abril, mas já retomou as atividades normais, com efeito financeiro imaterial esperado devido a indenizações governamentais. Sobre eventuais mudanças em tarifas globais, a empresa prevê que os efeitos seguirão imateriais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.